Homem é condenado após atirar contra a esposa; a vítima teria se negado a manter relações sexuais

Nessa quarta-feira (2), um homem de 31 anos foi condenado a 12 anos de prisão, em regime fechado, por atirar com uma espingarda na própria esposa, após ela ter recusado a fazer sexo. O crime ocorreu em setembro de 2017, em Januária, na região Norte de Minas.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o casal morava no povoado de Formosa e se desentenderam após um churrasco. Ambos haviam consumido bebidas alcoólicas.

Após a mulher ter recusado a manter relações sexuais, o suspeito pegou uma espingarda que estava atrás da porta do quarto e atirou contra o rosto da vítima.

Além disso, o homem ajudou a socorrer a mulher, já que pediu a um amigo para levar a vítima para o hospital da cidade.

Na ocasião, o suspeito relatou para a Polícia Militar que estava colocando óleo em seu trator, quando ouviu a esposa gritar e, ao chegar na residência, ela já estava ferida.

A vítima sofreu uma lesão no lado direito do resto e precisou ficar no hospital para receber os cuidados médicos, mas logo depois recebeu alta. Porém, a mulher ficou com uma extensa cicatriz, que vai desde o canto do lábio até a orelha.

A juíza Bárbara Lívio atribuiu a pena pela tentativa de homicídio triplamente qualificado, ou seja, por motivo fútil, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio.

O homem afirmou em sua defesa que, após o churrasco, ouviu os seus cães latirem, o que o fez sair armado para fora de casa. Ele ainda relatou que quando sua esposa tentou impedi-lo a arma disparou.

(com supervisão de Victor Veloso)

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