Polícia Civil indicia seis pessoas por desvio de mais de R$ 5 milhões da prefeitura de Araxá

As investigações também apontaram crimes eleitoras cometidos pela ex-secretária de Governo

Nessa terça-feira (15), a Polícia Civil concluiu o inquérito da Operação Malebolge. A ação, que apurou o desvio de mais de R$ 5 milhões da Prefeitura Municipal de Araxá, na região do Alto Paranaíba, indiciou a ex-secretária de Governo do município, Lucimary Ávila, seu marido, Leovander Gomes de Ávila, o filho do casal, o secretário municipal de Ação e Promoção Social, Moisés Pereira Cunha, um ex-assessor e um funcionário público.  

De acordo com o inquérito de 16 mil páginas, os desvios começaram em 2015. O delegado Renato de Alcino Vieira afirmou que os membros desviaram recursos públicos e se enriqueceram, valendo-se de estratégia de infiltração na sociedade civil e instituições públicas.  

Além disso, as investigações começaram visando apurar crimes de lavagem de dinheiro, em razão dos recursos desviados da prefeitura, e por favorecimento e ocultamento dos valores desviados por meio da alienação de imóveis.  

A primeira fase da operação cumpriu mandados de prisão e 23 mandados de busca e apreensão de veículos. Cinco pessoas foram presas preventivamente. Na ocasião, documentos contábeis, equipamentos eletrônicos, dinheiro e joias também foram apreendidos. Já na segunda fase, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e outros dois de prisão preventiva, além do bloqueio de bens e apreensão de veículos.  

Após as investigações, o delegado solicitou o afastamento das funções públicas de três servidores do município, além do pedido de proibição de se aproximarem de órgãos públicos municipais e terem contato com funcionários. Conforme o delegado, nos documentos foram identificados indícios do desvio e também comprovado a distribuição de cestas básicas para fins de obtenção de apoio político e votos.  

Ainda segundo o delegado, o grupo criminoso foi estruturado pela ex-secretária de Governo e pelo marido dela, ex-assessor municipal que atuava na tesouraria. Logo, o casal teria aliciado outro assessor. Além disso, para conseguir realizar os desvios no início, os suspeitos contratavam serviços de transporte por van, que não eram executados. O primo da ex-secretária de Governo e a esposa dele, eram sócios de uma empresa de transportes e se associaram ao grupo.  O filho do casal está ligado aos crimes, o nome dele foi usado para abrir uma empresa para concorrer a licitações públicas.  

Um contador também faz parte das ações criminosas. Por fim, o delegado Renato informou que também foi apurado crimes eleitorais cometidos pela ex-secretária de Governo e afirmou que existem provas que revelam que ela estava utilizando a estrutura da prefeitura para angariar apoio político e votos para o próximo pleito eleitoral. 

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