SEECINE estima que 30% das salas de cinema irão fechar em Minas Gerais

A Lei Aldir Blanc é uma esperança para a categoria que está sofrendo com a paralisação

Há seis meses cinemas de Minas Gerais não recebem o público devido à pandemia do novo coronavírus. Os dias vão passando e a crise financeira aumenta. Sendo assim, tudo indica que 30% das salas de exibição vão fechar, conforme o sindicato da categoria.  

Por meio de nota, o presidente do Sindicato das Empresas Exibidoras de Minas Gerais (SEECINE), Lucio Otoni, informou que a queda no faturamento em virtude da paralisação das atividades é de 75%, se comparado com o mesmo período de 2019. 

O exibidor Ademar Oliveira, que administra o Cinema Belas Artes, afirmou que a situação do cinema é terrível e até o momento não tem nenhum apoio do poder público.  

Além disso, à frente da Espaço Filmes, Oliveira gerencia cinemas em oito estados e tem acompanho a reabertura das salas em outras cidades. Para o exibidor, o cenário não é animador. Ademar ainda ressaltou que o poder público deveria financiar entradas nos cinemas para a população em geral no pós-pandemia, de forma a gerar um refresco financeiro aos estabelecimentos.  

Com à crise, o grupo Corpo e Galpão teve o patrocínio da Petrobrás cancelado, após parceria de 20 anos. A diretora de programação, Cláudia Ribeiro, ressaltou que esse buraco abalou bastante o espaço.  

No entanto, a esperança ainda se mantém viva depois da criação da Lei Aldir Blac, uma espécie de auxílio emergencial para a cultura, porém ainda não surtiu o efeito esperado.  

O mecanismo que foi sancionado no dia 29 de julho e regulamentado em 18 de agosto pelo governo federal, visa custear despesas de aluguel, energia elétrica e água. Os repasses financeiros já começaram a chegar aos cofres dos estados e municípios, porém ainda não chegou aos agentes culturais.  

Em Minas Gerais, um cadastro dos interessados está em andamento, mas não há previsão de término. Entretanto, o governo estadual confirma que recebeu R$ 295 milhões da União e desse valor, R$ 135 milhões vão ser geridos pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult). O restante do dinheiro será destinado aos municípios.

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