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São João del Rei e Região

Árvores são cortadas devido a risco de queda

Por: Gazeta de São João del Rei 30/09/2017 1:03

O corte de três árvores em frente ao Hospital Nossa Senhora das Mercês acendeu polêmica na internet. Na manhã de quarta-feira, 20, uma imagem da instituição sem as tradicionais plantas da calçada viralizou nas redes sociais e motivou a fúria de internautas questionando a ação, protagonizada pela Prefeitura de São João del-Rei. Havia, ainda, uma ironia no caso: a derrubada das duas Sibipirunas e de um Jacarandá Mimoso ocorreu exatamente no Dia da Árvore. “É sério que por aqui as coisas acontecem de forma tão aleatória? Qual a explicação para uma atrocidade dessas?”, quis saber uma moradora da cidade ainda na manhã do dia 21, quando a situação começou a ganhar notoriedade.

Plantas foram retiradas por questão de segurança. De acordo com a Prefeitura, elas estavam doentes, com Brocas em estágio avançado, e poderiam cair - Foto: Facebook Toninho Lombardi / Divulgação

Plantas foram retiradas por questão de segurança. De acordo com a Prefeitura, elas estavam doentes, com Brocas em estágio avançado, e poderiam cair – Foto: Facebook Toninho Lombardi / Divulgação

Prefeitura
A resposta só veio no fim da tarde, pouco antes de 18h, também via web. Em postagem no perfil pessoal, o membro do Setor de Parques e Áreas Verdes da Secretaria de Meio Ambiente, Toninho Lombardi, explicou que as árvores foram retiradas por questão de segurança: todas estavam doentes, ameaçando cair a qualquer momento. “Elas aparentemente estavam saudáveis, mas em risco iminente de queda devido à presença de Brocas em estágio avançado. Tal patologia comprometia totalmente a estabilidade das referidas árvores, trazendo risco para a população. Não havia outra solução para que fosse assegurada a integridade física e material de quem passa pelo local e em seu entorno”, destacou o texto.

Junto a ele, imagens do momento do corte mostravam, por exemplo, troncos com interior apodrecido e, ainda, brocas com profundidade suficiente para “engolir” o braço de um colaborador da Prefeitura até a altura do cotovelo.

Na última segunda-feira, 25, em entrevista à Gazeta, a secretária municipal da pasta, Elvira Morethson, falou sobre o assunto e destacou, ainda, que o alarme sobre os riscos havia sido dado pela administração do próprio hospital do Centro Histórico. E exatamente por envolver uma área tombada, foi necessário pedir permissão ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). “Não tomaríamos qualquer decisão sem avaliações adequadas, diagnósticos concretos e devidos avais. Infelizmente, explicamos a situação um pouco tarde. Mas é importante frisar que outras mudas serão plantadas no local. Não haverá qualquer prejuízo ambiental ali”, disse.

Hospital
A reportagem também entrou em contato com a administradora e superintendente do Hospital Nossa Senhora das Mercês, Patrícia Vieira. Segundo ela, a situação delicada começou a ser percebida há alguns meses. “Notamos a instabilidade das árvores e começamos a temer que pudessem realmente cair a qualquer momento, ferindo quem passa pelo local, gerando prejuízos a quem deixa automóveis por ali e até mesmo atingindo o hospital e machucando pacientes”, disse.

Foi devido a esse receio que o passo seguinte foi procurar a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e relatar o caso.

Foi feita avaliação e elaborado um laudo assinado por engenheiro ambiental para, aí, fazer uma solicitação oficial de corte ao Iphan. Também segundo Patrícia, o Hospital Nossa Senhora das Mercês atende, anualmente, 50 mil pessoas. Isso significa que mais de 135 pessoas passam diariamente pelo local, sem contar acompanhantes e, claro, transeuntes do entorno. “Com esses números, é possível perceber o risco que as árvores naquela situação representavam. Ninguém gostaria que fossem cortadas, mas foi necessário, infelizmente”, encerrou.

Postado originalmente por: Gazeta de São João del Rei

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