Denúncia resulta em exoneração na prefeitura

Uma gravação de suposta cobrança de propina por alguns funcionários da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade resultou na exoneração de uma pessoa que ocupava cargo de confiança na pasta e o afastamento de outro servidor concursado até que sejam apuradas as devidas responsabilidades.

A gravação veio à público durante reunião na Câmara dos veradores na última terça-feira, 22 - Foto: Arquivo Gazeta

A gravação veio à público durante reunião na Câmara dos veradores na última terça-feira, 22 – Foto: Arquivo Gazeta

A informação foi do prefeito de São João del-Rei, Nivaldo José de Andrade (PSL), ao ser questionado pela reportagem do jornal sobre as gravações. “Assim que o áudio começou a circular já tomamos providências e afastamos as pessoas responsáveis. Vamos averiguar as responsabilidades e tomar as devidas providências. Mas já cortamos o mal pela raiz”, afirma.
A secretária da pasta, Elvira Morethson Vale, destaca ainda que ela já abriu um processo administrativo para apurar a participação do funcionário concursado no esquema e também entrará com uma representação no Ministério Público na próxima semana para que as responsabilidades sejam apuradas.

Câmara
A divulgação do áudio se tornou pública na última terça-feira, 22, durante a sessão ordinária da Câmara, quando a vereadora Lívia Guimarães Carvalho (PT) utilizou o grande expediente para informar que tinha recebido o áudio e tinha procurado a Justiça para entregar o material para que o fato fosse investigado. “Já tínhamos recebidos outras denúncias sobre esse problema, mas eram apenas comentários. Agora recebemos uma gravação é um fato mais concreto e por isso estamos pedindo as providências cabíveis nesse caso”, afirmou a vereadora.

Além de Lívia, o vereador Francisco Eduardo César de Paula (REDE), Dudu, também estava presente e protocolou a denúncia. Dudu ressaltou no grande expediente que eles cumpriram o papel de vereador de denunciar para as autoridades competentes quando constatassem alguma coisa errada. “Agora aguardamos as investigações da Justiça para que, caso a denúncia seja confirmada, a lei seja aplicada”, disse.

Ministério Público
O promotor Antônio Pedro da Silva Melo, que está interinamente respondendo pela área, foi quem recebeu a denúncia e afirma que já marcou as oitivas para a primeira quinzena de junho. “A pessoa que gravou o áudio, o entregou para mim e formalizou a representação. Diante dos fatos e devido à urgência do problema, mesmo respondendo provisoriamente pela área, acatei a denúncia. Inclusive já agendei vários depoimentos”, explica o promotor.

O promotor destaca também, assim como os vereadores, que algumas pessoas já tinham falado com ele sobre a cobrança de propina na secretaria de Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade. “Mas agora temos a representação por parte da vítima, além de um áudio com a provável negociação. Vamos verificar o que realmente está acontecendo para tomarmos as devidas providências”.

O áudio
Com pouco mais de sete minutos de gravação, o áudio que circulou nas redes sociais mostrava uma conversa entre dois homens onde um deles fala que ele e outros caminhões estavam colocando entulho em lote de propriedade de uma outra pessoa e que a fiscalização da secretaria de Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade fechou o local.

Ainda durante a ligação o homem fala se é necessário pagar R$7 mil para que o local seja liberado, mas antes ele irá falar com a proprietária do terreno para ver se ela está de acordo com o pagamento.

O homem ainda questiona se não terá problema com a documentação e a fiscalização, pois o local já tinha sido embargado. E o suposto funcionário da secretaria fala que ele que faz a fiscalização e que uma segunda pessoa, também envolvida no esquema, é que assinaria a documentação para liberar o local.

O homem tenta negociar e reduzir o valor, mas o suposto funcionário da prefeitura afirma que não tem como diminuir o valor porquê teria que “passar por um monte de gente e o nome do cara está na reta”. O suposto funcionário ainda informou que o valor deveria ser pago a metade antes da liberação e o restante depois.

Postado originalmente por: Gazeta de São João del Rei

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