Recomeça a luta da pequena Charlotte

A luta da pequena Charlotte Santos Barbosa, de um ano e cinco meses, recomeçou no Hospital das Forças Armadas, em Brasília. Cerca de duas semanas após ser transplantada, a bebê nascida em Tiradentes, no Campo das Vertentes, passou por complicações que envolveram uma parada cardíaca por mais de uma hora. Sobrevivente à prova, ela precisa, agora, de um novo coraçãozinho.

Após complicações, criança continua internada em Brasília à espera de um novo transplante - Foto: Somos Todos Charlotte / Facebook / Divulgação

Após complicações, criança continua internada em Brasília à espera de um novo transplante – Foto: Somos Todos Charlotte / Facebook / Divulgação

A bebê segue internada e conta com o auxílio de Extracorporeal Membrane Oxygenation (ECMO), uma técnica de oxigenação artificial, até que possa ser operada mais uma vez.

Em meio a isso, a pequena voltou para posição prioritária na fila nacional de transplantes; e para o centro de apelos na página Somos Todos Charlotte, no Facebook.

Campanha
No espaço, hashtags como #coracaovalente e #euacredito dão a tônica nas mensagens dedicadas à conscientização sobre a doação de órgãos. Além disso, elas se somam a posicionamentos otimistas da família da criança em motes como #milagresacontecem. “Acreditamos claramente nisso”, diz a tia-avó da jovem guerreira, Alcinea Silva Rezende. “A Charlotte em si é uma prova de grandes feitos e vitórias”, completa.

De acordo Alcinea, a bebê segue dando demonstrações de força e, acordada, reage à interação de quem a visita e até chupa o inseparável bico. “Ouvimos dos médicos que cuidam da Charlotte que ela é protagonista de uma história única, rara. Para nós, ela é um milagre. E é com fé na possibilidade de que outro aconteça que nos agarramos. Rezamos o tempo todo e sabemos que o alívio chegará”, conta emocionada.

Outras informações estão em www.facebook.com/Somostodoscharlotte.

História
Charlotte foi diagnosticada com Miocardiopatia Dilatada há cerca de nove meses.

A doença é rara e afeta o músculo cardíaco, impedindo o bombeamento adequado do sangue no corpo. Devido ao problema, a garotinha passou quase 30 dias na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Instituto do Coração do Distrito Federal (ICDF), em Brasília, lutando para superar a patologia com medicação e aparelhos, ao mesmo tempo em que foi monitorada de perto pelos médicos.

No dia 18 de abril veio a notícia: Charlotte receberia um coraçãozinho. O procedimento durou cerca de 5 horas e, nos primeiros momentos, houve reação positiva da criança, que aguarda agora por outra reviravolta em sua história.

Segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), em 2016 a taxa de morte encefálica (ou seja, de doadores em potencial) foi de 27,2 por milhão de habitantes no país. A de doações efetivas, porém, não passou de 16 para cada milhão de moradores. Atualmente, 33,1 mil pessoas precisam de novos órgãos em fila que é maior para quem aguarda córneas e rins. Em seguida, vêm os que esperam por fígado, coração, pulmão, pâncreas e intestino.

Postado originalmente por: Gazeta de São João del Rei

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