Promotoria pede 34 anos de prisão para acusado de abusar da própria neta

Da Redação

Vítima foi molestada dos 9 aos 15 anos, segundo o Ministério Público

No momento em que Araguari é notícia em todo o país com o suposto estupro coletivo de uma garota de 17 anos, neste fim de semana, o promotor de Justiça André Luís Alves de Melo não “aliviou” para um acusado de abusar da própria neta, praticando, conforme a denúncia 72 atos de estupro dos 9 aos 15 anos de idade.

A Promotoria de Combate à Violência Doméstica e também Defesa do Patrimônio Público entregou suas alegações finais à Justiça e pediu 34 anos de prisão para o réu. “A Promotoria fez um esboço de dosimetria da pena para que a defesa tenha ciência plena da acusação”, frisou André Luís.

Segundo ele, o Ministério Público brasileiro está iniciando a tendência de ter que informar na alegação final a pena pretendida de forma minuciosa, o que há anos é obrigatório na Itália. “No Brasil, poucas promotorias informam a pena pretendida, mas o Procurador Geral da República Rodrigo Janot já o faz nas suas manifestações. Esta medida dá à defesa e ao Judiciário maior ciência do teor da acusação”, acrescentou o representante do MP.

A reportagem apurou que os supostos crimes ocorreram entre 2008 e 2014. Os avós criaram a neta e os atos consistiam em toques e ameaças para silenciar a vítima, que chegou a filmar um dos ataques.

O acusado, que era líder religioso, foi preso em 2016, a pedido do Ministério Público, sendo recambiado de Uberlândia para Araguari. Na época, ele foi ouvido no Fórum Oswaldo Pieruccetti. O processo aguarda sentença na 1ª Vara Criminal da Comarca, a qual deve sair nos próximos dias.

Postado originalmente por: Gazeta do Triângulo

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