A lojinha de esperança (Joaquim Nabuco)

Para o prefeito era só mais uma lojinha fechada pela Prefeitura durante o COVID-19. Ao fechar “temporariamente” a loja, alguns funcionários foram dispensados e outros tiveram os contratos suspensos. Um dos funcionários desligados teve que parar a faculdade. A faculdade demitiu o professor. O professor cancelou a academia. A academia fechou e devolveu o imóvel. O proprietário do imóvel cancelou a compra de um automóvel. A loja de carros reduziu o quadro de vendedores. Os vendedores reduziram os gastos pessoais no comércio e serviços. Com a redução dos gastos, diminui a tributação. Reduzindo a arrecadação de impostos, a prefeitura não conseguiu pagar os funcionários que entram em greve. Depois do caos instalado, o prefeito pergunta assustado: – tudo isso por uma lojinha? O que ela vendia? – Esperança, ela vendia esperança! Esperança… não deixe ela jamais acabar!

Postado originalmente por: Manhuaçu News

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