Número de feminicídios cresce e a maioria das vítimas são mulheres negras

O estudo mostrou que 66% das vítimas são mulheres negras 

Cresceu o número de mulheres assassinadas no Brasil. A informação é do Atlas da Violência divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), nessa quarta-feira (5). O estudo é referente a casos denunciados entre 2007 e 2017. Foram 4.936 mulheres mortas, o maior número registrado desde 2007.

O crescimento de feminicídios de 2007 a 2017 é de 30,7%. O Rio Grande do Norte apresentou o maior crescimento, com variação de 214,4% entre 2007 e 2017, seguido por Ceará (176,9%) e Sergipe (107,0%).

Referente a 2017, o estado de São Paulo registrou 495 homicídios de mulheres, seguido pela Bahia (487), Rio de Janeiro (401) e Minas Gerais (388). Porém, quando se trata de homicídios de mulheres por 100 mil habitantes, São Paulo responde pela menor taxa de homicídios femininos com 2,2, seguido pelo Distrito Federal (2,9), Santa Catarina (3,1), Piauí (3,2), Maranhão (3,6) e Minas Gerais (3,7).

Dos casos, 66% de todas as mulheres assassinadas no país em 2017 são negras, sendo que o estado da Bahia é o que tem mais registros com 417 feminicídios. Já, Minas Gerais, é o quarto estado com 261 homicídios de mulheres negras.

Ainda em 2017, segundo a pesquisa, 221 mil mulheres procuraram delegacias de polícia para registrar episódios de agressão em decorrência de violência doméstica. O estudo ressaltou que o número pode estar minimizado, já que muitas vítimas têm medo ou vergonha de denunciar.

A pesquisa também revelou que a taxa homicídios dentro das residências, com o uso da arma de fogo cresceu 29,8%.

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