Operação investiga crimes cometidos na execução das obras da Cidade Administrativa de Minas Gerais

Doze mandados de busca e apreensão foram cumpridos em três residências e nove empresas

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) cumpriu doze mandados de busca e apreensão para investigação de crimes envolvendo a execução das obras da Cidade Administrativa na manhã desta quarta-feira (23). Estão sendo apurados crimes de peculato, corrupção e lavagem de dinheiro.

A Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Belo Horizonte e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) participaram da operação, que contou ainda com o apoio da Polícia Militar, Polícia Civil, Secretaria de Fazenda de Minas Gerais (SEF/MG), Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), Ministério Público de São Paulo (MPSP) e Polícia Civil de São Paulo.

As ordens judiciais, que tinham como alvo três residências e nove empresas, foram expedidas a partir de fatos criminosos apontados em acordos de colaboração premiada firmados pelo MPMG.

Desta forma, foram alvo dos mandados de busca e apreensão empresas utilizadas para fornecer recursos destinados ao pagamento de propina a agentes políticos e públicos e que atuavam com lavagem de dinheiro.

Além das empresas, as ordens judiciais autorizaram as buscas na residência de investigados que operaram os recursos obtidos de forma ilícita. Eles distribuíam a propina e faziam lavagem de ativos ilegais.

Conforme o MPMG, a identidade e o conteúdo das colaborações permanecem em sigilo. O material coletado foi encaminhado à sede do Gaeco, em Belo Horizonte, onde será examinado.

Participaram da operação quatro promotores de Justiça e 11 servidores do MPMG; três promotores de Justiça e 13 agentes do MPRJ; uma promotora de Justiça do MPSP; 27 servidores da SEF/MG; 44 policiais da PMMG; um delegado e cinco investigadores da PCMG; um delegado e nove investigadores da PCSP.

A operação deflagrada hoje é resultado do desdobramento das investigações concluídas pela Polícia Federal, em Inquérito Policial, que apura crimes de licitação, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro nas obras de construção da Cidade Administrativa entre os anos de 2007 e 2010.

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