Situação do Lago de Furnas prejudica economia de 34 municípios mineiros, afirma Alago

Para cobrar respostas sobre a situação do Lago de Furnas, a Alago lançou a campanha “Minha Cidade Precisa da Água de Furnas”, com o intuito de mobilizar autoridades sobre o baixo nível do lago. Segundo a entidade, 34 cidades mineiras estão sendo prejudicadas com a queda do nível da água.

“Há anos tem-se realizado reuniões, manifestações públicas, audiências públicas no sentido de sensibilizar as autoridades para o caos causado com o baixo nível do lago”, explica o presidente da Alago, Hideraldo Henrique Silva, que também é prefeito de Boa Esperança. A entidade reivindica uma cota mínima para o Lago de Furnas.

Na última semana, o senador Rodrigo Pacheco (DEM) disse que antes a justificativa para a queda do nível da água era a falta de chuva, porém neste ano Minas Gerais recebeu volume considerável de água. Durante a audiência, o senador contou que recebeu notícia oficiosa que a verdadeira causa seria o abastecimento do Rio Tietê, em São Paulo. Informação que a Alago ainda não confirma.

“Entendemos que a maior causa é o excesso de geração de energia aplicada na Hidrelétrica de Furnas, para assim, liberar mais água para as demais usinas a jusante. Tem-se a necessidade de se estabelecer uma nova forma de gerar energia na bacia do Rio Grande, de modo a usar as águas do Lagos de Furnas somente até o lago atingir o mínimo de 762, o que é perfeitamente possível, na voz dos especialistas”, explica.

A entidade afirma que os prejuízos causados com a situação do Lago de Furnas ultrapassam os econômicos, sendo também ambientais e sociais. “Existem muitos casos de fechamento de estabelecimentos comerciais, de missões por toda a extensão do lago, paralisação da atividade da piscicultura em vários municípios, prejuízos para a irrigação, enfim, um enorme rol de atividades afetadas”.

Imagens: Luiz Braga

“Mar de Minas”

O Lago de Furnas, comumente chamado de “Mar de Minas”, é o que possui maior extensão de água no estado. Além disso, de acordo com a Alago, ele é um dos maiores lagos artificiais do mundo.

Mesmo com a chuva, o Lago apresenta queda considerável do nível da água que, segundo moradores, vem diminuindo a cada ano que passa.

Na semana passada, o presidente da Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt), Luciano Pimenta, e o vice Mayrinck Junior, estiveram em Brasília (DF) em busca de explicações. Eles se reuniram com o deputado Emidinho Madeira (PSB) para discutir sobre o assunto, já que emissoras do Sul e do Sudoeste de Minas estão sendo afetadas pela diminuição das vendas de anúncios.

O parlamentar garantiu que está atento aos problemas da região e que vai buscar uma solução para reerguer o “Mar de Minas”.

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