Divinópolis lidera o ranking de mortes por febre maculosa – Parque da Ilha é foco de contaminação

O |Parque da Ilha é considerado um dos pontos de contaminação

O município de Divinópolis MG liderou em 2016 o número de notificações e óbitos relativos a febre maculosa brasileira registrados em todo o Estado de Minas Gerais. Um dos motivos da alta incidência da doença é o fato de a cidade ser cortada em quase toda a sua extensão, pelo Rio Itapecerica, que tem ao longo de seu leito pontos de convívio entre seres humanos e capivaras e este animal   é um dos principais hospedeiros do chamado carrapato estrela, vetor da doença. 

Os dados fazem parte de um estudo elaborado pela UFSJ que aponta ainda   o único parque urbano da cidade, o Parque da Ilha, bastante frequentado pela população para práticas de caminhada e outros esportes,  como um locall reconhecidamente de risco, onde já foram isolados carrapatos contaminados com o agente etiológico da doença, a bactéria Rickettsia rickettsii e onde há suspeitas de registros de casos em humanos que lá frequentavam. 

Outro ponto de contaminação, é o bairro Eldorado, onde no ano passado,quatro casos de febre maculosa foram registrados, sendo que duas pessoas morreram. Todas as vítimas eram do sexo masculino e tiveram contato com a mata que existe no prolongamento do bairro e é apontada como foco de contaminação. Uma vítima fatal, um garoto de dois anos de idade, morreu após ter contato com o carrapato quando visitava um sítio na zona rural na companhia de familiares. 

UFSJ trabalha prevenção da doença

Projeto visa prevenção

O projeto de extensão “Febre Maculosa: conhecer para prevenir”, coordenado pelo Dr. Adriano Guimarães Parreira, da UFSJ – Campus Centro-Oeste, tem o objetivo de disseminar informações acerca da febre maculosa brasileira (FBM) no município de Divinópolis, suas principais formas de prevenção, sinais e sintomas típicos da doença. Tem como público alvo moradores de comunidades rurais, moradores de áreas de risco, profissionais de saúde, frequentadores do Parque da Ilha e trabalhadores que se utilizam de tração animal em suas atividades laborais.

De acordo com o coordenador do projeto, Adriano Parreira, a doença apresenta alta letalidade e deve ser tratada rapidamente e é confundida frequentemente com outras patologias infecciosas, conhecendo-se pouco sobre a mesma. Com base neste contexto percebe-se a necessidade de intervenções junto à comunidade local no sentido de municiar a população com informações gerais acerca da doença, sobretudo com vistas à prevenção.

No último sábado, dia 10, os participantes do projeto estiveram no evento em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, promovido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, distribuindo folhetos sobre a febre maculosa, apresentando um banner explicativo sobre formas de contágio, sintomas e prevenção, além de mostrar espécimes de carrapato estrela para conhecimento por parte da população. “Foi um evento bastante concorrido, fomos muito visitados e conseguimos êxito em nosso proposito de interagir de forma dialógica com a comunidade, transmitindo conhecimento técnico científico e recebendo todas as demandas, conhecimento popular acumulado e dúvidas a respeito do tema abordado”, destacou o coordenador.

Os próximos passos envolverão intervenções nas regiões endêmicas da cidade, ou seja, proximidades do bairro Eldorado e Parque da Ilha, incluindo comunidade escolar circunvizinha, associações comunitárias e equipes de agentes de  saúde locais.

 

Postado originalmente por: Portal MPA

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