Domingos Sávio se manifesta contra a permanência do PSDB no governo Temer

O deputado federal Domingos Sávio (PSDB) se manifestou contrário à permanência de seu partido no governo de Michel Temer. Na semana passada, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgou a chapa Dilma – Temer, o partido começou a discussão se continuaria ou não na base de apoio ao governo Michel Temer (PMDB). Na noite do dia 12 de junho, o presidente nacional interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), anunciou que o partido seguiria na base de apoio ao governo Michel Temer, mas que serão feitas avaliações diárias dos cenários políticos. “Vamos avaliar diariamente. Todos os dias têm surgido fatos novos e estaremos atentos”, disse o senador ao final da reunião da Executiva Nacional, que durou mais de seis horas.

Antes do resultado da votação, Domingos Sávio havia se manifestado por meio de sua assessoria de imprensa. Em nota, o deputado informou que defendeu uma posição de independência do PSDB durante a reunião Executiva Nacional do partido. Segundo Domingos, ele defendeu ainda o compromisso e dever do partido com o país. “E, muito mais do que apego a cargos ou ao poder, defendo o compromisso com nosso dever para com o país”, destaca. Por meio de sua assessoria de imprensa, o deputado disse ainda que o momento requer muita responsabilidade e prudência, e que não tinha simpatia com o governo Temer. “Não votamos no Temer e não tenho nenhuma simpatia ou afinidade com o governo do PMDB, especialmente considerando as lideranças nacionais PMDB, que estão no governo ou liderando o partido”, afirma.

Apesar de seu posicionamento, Domingos foi vencido e o partido optou pela permanência na base aliada do governo. Segundo opresidente nacional interino do PSDB, não houve deliberação do partido sobre a permanência no governo, mas a maioria da legenda entendeu que um eventual desembarque agora iria prejudicar as reformas. “O partido está unido, mas tem divergências. O partido não tem dono, nem é autoritário. Quem é mais velho lembra que já tivemos crise e no momento exato seguiremos unidos”, disse. O deputado federal relembrou que o partido teve um papel decisivo no Impeachment de Dilma Rousseff, e que não tinham motivos para se arrependerem. “Pelo contrário, fizemos bem ao país. O problema é que quem puxa o coro de fora Temer são aqueles que nos chamam de golpistas e querem aprofundar a crise fazendo apologia ao “Volta Lula””.

PROPOSTAS

Domingos afirmou ainda não estar entre os que não querem nem Temer, nem Lula na presidência do Brasil, mas que antes de gritar “fora Temer”, o PSDB tem que se preparar, ou pelo menos saber o que propor ao país. “Creio que deveríamos propor a saída dos nossos ministros e liderarmos um pacto nacional pelas reformas. Não devemos nos unir ou nos igualar ao PTe seus aliados, que apostam no quanto pior melhor. Proponho ficarmos fora do governo, mas apoiando as reformas no Congresso”, recomenda.

De acordo com o deputado, caso fosse acatada a sua sugestão, seria possível inaugurar uma nova fase na política que, certamente, teria amplo apoio popular. “Apoiaríamos a governabilidade para assegurar a implementação de reformas necessárias e para tirarmos o Brasil desta grave crise, mas sem cargos, sem toma lá dá cá”, idealiza. Conforme Domingos, só assim teriam isenção e legitimidade para liderar a proposta de um pacto nacional. “Ouvindo o clamor da sociedade e mantendo uma agenda que, além das reformas, mantenha total apoio ao combate à corrupção, mas sem os exageros de abuso de autoridade que já sinalizam para o descrédito também do judiciário e Ministério Público”, conclui.

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Fonte: Jornal Gazeta do Oeste/Pollyanna Martins

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Postado originalmente por: Portal MPA

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