Governo do Estado pode enfrentar greves em 2018

O anúncio da escala de pagamento do 13º salário não foi suficiente para pacificar a relação entre o governo de Minas e os servidores públicos. Os professores consideram a possibilidade de entrar em greve – o que poderá atrasar o início do período letivo – e outros sindicatos entraram com ações na Justiça para garantir o pagamento do benefício até janeiro. Associações que já haviam decidido judicializar a questão também vão manter os processos.

O único efeito positivo após a divulgação do calendário de pagamento do 13º em quatro parcelas, anunciado nessa quinta-feira pelo secretário de Governo, Odair Cunha, foi a suspensão da greve dos trabalhadores do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg). A presidente do Sindicato dos Servidores do Ipsemg, Maria Abadia de Souza, afirma, porém, que a medida não teve relação com o anúncio do cronograma e que a insatisfação com o governo permanece.

Maria informou que a categoria continua indignada com o tratamento diferenciado dado aos agentes de segurança pública, do Hemominas e da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig). Eles são os únicos que vão receber o 13º salário em duas parcelas. “As manifestações estão mantidas e entramos com uma ação na Justiça para garantir o nosso pagamento também em duas parcelas”, detalhou.

Já os professores afirmam que se o governo não abrir um diálogo para rever o cronograma de pagamento, será discutida a possibilidade de paralisações que poderão atrasar a volta às aulas, prevista para fevereiro.

 

FONTE: Jornal O Tempo

Postado originalmente por: Portal MPA

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