Polícia Civil apresenta suspeito de efetuar disparos de arma de fogo em festa no bairro Copacabana em Divinópolis

Foto: Luciano Eurides

A Polícia Civil em Divinópolis, apresentou Lucas Cristian Costa Silva, 22 anos. Ele é suspeito de efetuar disparos de arma de fogo contra quatro pessoas durante uma festa em um sítio, situado no bairro Jardim Copacabana, no dia 12 de março deste ano.

A festa ocorreu após duas mulheres alugarem o sítio para um aniversário com cerca de 100 convidados. Um grupo de 10 pessoas tentou entrar no local, quando gouve discussão com segurança e quando o portão fechado e aconteceram os disparos. Três pessoas foram atingidas, uma mulher teve a perna amputada. Uma outra mulher de 22 anos estava grávida e perdeu o bebê. Um segurança da festa, de 30 anos também ficou ferido. Lucas nega ter sido autor dos disparos, mas segundo o delegado Marcos Henrique Montalverne, existem provas suficientes para a prisão do suspeito. “Era uma festa particular, de jovens de 18, 20 anos. E essa festa era apenas para convidados, tinham 100 convidados. De forma que, inclusive haviam seguranças particulares. Mesmo assim indivíduos que não foram convidados ficaram forçando a entrada, discutiram com seguranças. Disseram que se não entrassem na festa dariam tiros. A partir de determinado momento, um dos indivíduos que estava forçando a entrada abriu o portão efetuou disparos com um revólver, vindo atingir um segurança com quatro disparos e mais três vítimas, duas moças e um rapaz. Uma das moças, de 18 anos veio a amputar uma das pernas”, contou.

Montalverne ainda informou que os investigadores identificaram vários indivíduos que teriam provocado toda a confusão e o relato de testemunhas foi primordial para a identificação de Lucas, que pode responder por tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil. “Os investigadores conseguiram identificar vários indivíduos que estavam forçando a entrada e através de reconhecimento das pessoas que estavam lá, identificaram o Lucas como a pessoa que efetuou os disparos. As filmagens do local mostram que o portão estava fechado, o segurança tinha fechado o portão e um grupo de 10 pessoas forçaram a abertura. No mesmo instante, o autor com uma arma efetuou os disparos. Por pouco o segurança não foi atingido de maneira vital. Poderiam ocorrer vítimas fatais, mas houve vítimas graves. Ele vai responder por tentativa de homicídio qualificado, assumiu risco de morte de várias pessoas que lá estavam. Motivo fútil, não permitir chance de defesa as vítimas, são as qualificadoras que vislumbramos neste fato. Os comparsas serão ouvidos a partir de agora”, completou.

O delegado ainda reforçou que a festa era privada e era voltada para pessoas de bem, esclarecendo que a confusão foi provocada por quem estava fora do sítio. “Ele (Lucas) nega até o presente momento, até mesmo que estivera na porta do local. Deixo claro que não era uma festa de batidão, de pessoas com ídole voltada para o crime. Todas as pessoas que lá estavam eram estudantes, pessoas ordeiras, trabalhadoras, que estudam. Não havia nenhum tipo de confusão na festa, analisamos as imagens. Foram as pessoas que estavam fora que causaram toda a balbúrdia”, encerrou.

Ouça a entrevista completa do delegado Marcos Henrique Montalverne


Postado originalmente por: Portal MPA

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