Rascunhos da Vida: Ele é veado, mas é meu amigo.

Adolescentes (homens) tem algumas formas de se expressar diferente. Meninos são “zoadores” por natureza, estão acostumados a brincar e “tirar sarro” um do outro.

Gênesis 20

Retirado do Site: https://www.pexels.com/pt-br/foto/retrato-em-close-up-de-um-antilope-257558/

Geralmente quando eu saia com meus amigos brincávamos o tempo todo. “E aí esfolado” chamávamos assim o amigo com rosto cheio de espinhas. “O bolota, onde vamos hoje” me perguntavam meus amigos (só porque eu quase não passava na roleta do ônibus). “Que cara veado” chamávamos aqueles amigos de coração. Não fazíamos isso porque não gostávamos da pessoa pelo contrário, amávamos e desejávamos a companhia uns dos outros. Não éramos falsos uns com os outros, mas no nosso coração o “esfolado”, o “veado” e o “bolota” eram pessoas que adorávamos a presença e companhia constante.

Um dia saí com uma amiga para irmos a um culto (pois ela precisava de companhia para ir). Lá encontramos com uma conhecida dela. Não vou repetir a fala integralmente porque não me lembro, mas foi mais ou menos assim: “Ei querida, há quanto tempo”, “Nossa como você está linda”, “Que roupa maravilhosa”, “E o namorado onde está?”. Depois que a moça se distanciou o que eu ouvi de fato foi: “Nossa que menina mais chata”, “Você viu que roupa feia ela estava”, “Ninguém suporta ela, deve ser por isso que o namorado terminou”.

Passado um tempo eu e o “Deley” nos encontramos com um conhecido meu, eu cumprimentei assim: “E aí veado! Como você vai?”, “E essa calça caída, não tinha para homem?” e o “Seu timinho como vai?”. Rapidamente nos despedimos então comentei com o “Deley”: “Esse cara é fantástico”, “É muito inteligente”, “Um cara bom, que está sempre pronto a nos ajudar”, “Acho que vou comprar uma calça igual à dele assim que puder”, “É uma pena ser atleticano, mas ninguém é perfeito”.

Abimeleque, rei de Gerar, justifica-se para Deus. Senhor tu conheces a sinceridade do meu coração, não foi minha intenção, então me perdoe. Sim, Deus conhece o profundo do nosso coração, nossas boas palavras não oferecem uma visão real da nossa sinceridade. Muitas pessoas falsas, falam palavras bajuladoras, tentam nos conquistar com “mel nos lábios”. Aparentemente até nos agrada, satisfaz, torna ameno uma situação, no entanto o que há por trás delas há rancor, ódio, mentira e inveja.

Saiba de uma coisa, com o passar do tempo nosso “palavreado” se modifica, deixamos de falar algumas coisas, eu mesmo há mais de vinte anos não chamo alguém pelo apelido, só chamo pelo nome, não que o apelido seja ruim, mas em alguns momentos ele tem uma conotação constrangedora. Evito ao máximo falar gírias, tento controlar ao extremo minhas palavras. Mas não deixo de ser sincero com os que estão ao meu redor, pois o mais importante é ser sincero para com Deus. Ele sim sabe o que está no íntimo do meu coração, se estiver mentindo não adianta nada, será revelado um dia o que proferi em palavras quando comparado ao meu pensamento. Pense nisso, é melhor a sinceridade nos lábios do que a mentira e falsidade no coração!

Um grande e forte abraço!
Nos eternos laços do amor de Cristo!

Rodrigo Fonseca Andrade
Um servo que mesmo sendo sincero tenta controlar seu palavreado.

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Postado originalmente por: Portal MPA

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