Vereadores adotam cautela em situação envolvendo Fausto Barros

A operação realizada pelo Ministério Público e Polícia Civil, quando foram cumpridos de mandados de busca e apreensão no Centro Administrativo de Divinópolis e na casa do assessor especial afastado, Fausto Barros pegou a política divinopolitana de surpresa na última terça-feira (13).

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Durante a tarde da última quarta-feira (14), a reportagem percorreu os gabinetes da Câmara de Vereadores para buscar uma opinião sobre o quanto impactaria na política da cidade o ocorrido com então assessor especial de governo. Dos 17 vereadores, nove falaram a reportagem. Cleitinho (PPS), Edson Sousa (PMDB), Eduardo Print Jr (SDD), Janete (PSD), Roger Viegas (PROS), Rodrigo Kaboja (PSD), Nonato (PDT),Dr Delano (PMDB) e Sargento Elton (PEN) adotaram um discurso de cautela, afirmando que seria necessário aguardar o curso das investigações e a defesa do próprio Fausto Barros. “Pegou um pouco a turma de surpresa. Quero deixar claro, que estamos para fazer o ato de fiscalizadores. Hoje é precoce a Câmara posicionar algum lado, já que não chegou nenhum documento aqui para a gente se manifestar, ato que seja fiscalizado ou ato a ser fiscalizado. O processo dele veio da Justiça, na época eu não era vereador. Não sei falar o que trouxe a essa circunstância. Temos que fazer uma análise fria da situação para que a gente não jogue a prefeitura numa vala comum, um governo que começou há mais de seis meses. Mas que tenhamos a responsabilidade de saber o que está acontecendo. A gente aguarda uma nota da prefeitura para esclarecer os fatos”, disse Eduardo Print Jr.

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A nota citada por Print Jr foi enviada a imprensa durante a tarde da última quarta-feira (14). Nela, foram anexados documentos sobre a nomeação de Fausto Barros. A Prefeitura informou o procedimento “está nos parâmetros de legalidade que norteiam as práticas do Governo Municipal”. A assessoria de comunicação do município enviou imagens de certidões emitidas pelo Poder Judiciário e anexadas ao processo de nomeação no fim de janeiro. De acordo com a prefeitura, todos os documentos estão validados por certificação digital ou mesmo de próprio punho do próprio Judiciário.

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O vereador Kaboja (PSD) disse que a situação envolvendo por Fausto Barros não teria impacto no Legislativo e preferiu não comentar a sobre o fato. O discurso também foi adotado por Edson Sousa (PMDB), Cleitinho (PPS) e Roger Viegas (PROS). “Fique sabendo pela imprensa. Não tenho algo para falar. Vou aguardar, para ver os dois lados, ver a posição e tenho certeza que a verdade virá a torna baseado nos pilares da lei”, disse Edson. “O que tange o país hoje em dia é a moralidade. Sou a favor da moralidade, seja nas esferas estadual, municipal ou federal. Temos que esperar apurar os fatos em sua amplitude e verificar se cometeu algum crime de improbidade administrativa. Tem que aguardar a lavratura do inquérito para verificar se vai haver condenação. Fica a cargo do prefeito, ele que nomeia o secretariado, para ele tomar as providências cabíveis”, comentou o vereador Sargento Elton. “Vivemos um momento de desgaste político, creio além da cobrança da população. A própria população está desacreditada quando o assunto e política. Temos que ter hombridade e respeito aos cargos, sejam eleitos pela população ou indicados, escolhidos. Temos que esperar a resposta da Justiça. Estamos aqui trabalhando, levando projetos e ideias, mas vamos continuar fiscalizando e acompanhando de perto o trabalho do Executivo”, destacou Roger.

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Para a vereadora Janete Aparecida (PSD), o momento não é para fazer julgamentos precoces. “Tudo que atinge o município pega a gente de surpresa. Estamos vendo em todas as esferas que a justiça está muito atenta é igual para todos. Não cabe a mim dizer se é culpado ou inocente, mas a própria justiça. Enquanto legislador, torcemos para que Divinópolis continue no caminho certo e que a gente tenha uma governabilidade bastante transparente. Vamos aguardar o que a Justiça determina”, disse Janete.

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Assim como o colega de partido Edson Sousa, o vereador Dr. Delano (PMDB) evitou polêmicas e preferiu aguardar por mais informações. “Ninguém do PMDB, que está no Executivo compactua com uma situação onde possa se denegrir o partido e possa denegrir as pessoas de Divinópolis. As informações ainda são precárias. Nós não compactuamos com nada de errado que venha de qualquer componente do Executivo ou do PMDB”, disse.

Não falaram ou não foram localizados na Câmara, os vereadores Adair Otaviano (PMDB), Ademir (PSD), César Tarzan (PP), Josafá (PPS), Marcos Vinícius (PROS), Nego do Buriti (PEN), Renato Ferreira (PSDB) e Zé Luiz da Farmácia (PMN).

Após a acusação de falsidade ideológica e coação, Fausto Barros se defendeu em entrevista ao Sistema MPA, afirmando que irá acatar a posição do MP em afastá-lo do cargo de assessor especial na Prefeitura de Divinópolis e mostrou documentos para comprovar que não teria forjado documentos para ser nomeado.

Ouça os posicionamentos dos nove vereadores que falaram com a reportagem

Janete
Roger Viegas
Eduardo Print Jr
Edson Sousa
Kaboja
Sargento Elton
Cleitinho
15-06 Dr Delano

Postado originalmente por: Portal MPA

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