Coronavírus pode provocar queda de até 11,9% no PIB comercial de Minas

Ir ao shopping para procurar o presente do namorado, experimentar uma roupa ou sapato e escolher o novo eletrodoméstico para a casa. Antes da pandemia do coronavírus, que provocou o fechamento de diversos setores para conter a explosão de casos, essas atividades no comércio eram comuns na rotina de muitas pessoas. Mas, com o isolamento social há mais de 60 dias, elas precisaram ser interrompidas abruptamente e fizeram as vendas despencarem.

Um estudo divulgado pela Fundação João Pinheiro (FJP) mostrou que o PIB comercial em Minas Gerais pode cair até 11,9% por conta da crise sanitária. O levantamento traz alguns três cenários, e, no mais otimista, a produção de riquezas pelo setor amargaria queda de 7% – a base seria uma redução de 9,4%.

E as estimativas para o comércio mineiro só pioram: na pesquisa realizada no início de abril, a expectativa dos economistas da fundação era de uma diminuição de 6,8% no PIB. Além do setor, que é o mais atingido pela pandemia, as quedas são expressivas para a indústria de transformação (-7,2% no PIB) e a construção civil (-5,4%). Os indicadores são neutros ou positivos somente na agricultura (0%), indústrias extrativistas (0%) e administração pública (0,01%).

Perspectiva ruim até para o setor de alimentação

No caso do comércio por atacado e varejo, com exceção dos veículos automotores, a FJP prevê redução de até 10,6% no PIB. Até os estabelecimentos ligados à alimentação, que tiveram mais condições de trabalhar com a modalidade delivery, a queda é grande e pode chegar a 4,2%. Para o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Minas Gerais (ACMinas), Aguinaldo Diniz Filho, o cenário deve ser ainda pior, já que a expectativa é de uma retomada lenta da economia.

“Acredito que será uma queda sensível, já que passamos por uma crise sanitária e econômica. Mesmo com a programação para alguns setores reabrirem amanhã, será algo paulatino, não veremos uma retomada brusca. A economia tem que girar, mas com muito cuidado por conta dessa pandemia”, enfatiza.

De acordo com o dirigente, só o Estado deve perder mais de R$ 7,5 bilhões em arrecadação de tributos por conta das medidas de restrição provocadas pela pandemia.“O problema é muito grande e preocupa principalmente pelo aspecto social. O desemprego vai ser grande, tanto no comércio quanto na indústria, e por isso é preciso ter muito cuidado na retomada. Tem muita empresa trabalhando só com 20% da capacidade”, complementa.

O presidente da ACMinas defende ainda uma maior união entre os governos estadual, federal e municipal. “Essa crise vai ser vencida aos poucos, não é uma retomada rápida. E já morreram mais de 21 mil pessoas, o que é algo terrível. Precisamos de um equilíbrio muito grande nessa balança econômica e sanitária e, sem uma força de entendimento nacional, vai ser muito difícil superar. Precisamos de mais cooperação (entre os governantes)”, finaliza.

Emprego e arrecadação

Os dados da FJP revelam também que a arrecadação com o ICMS, principal tributo estadual, pode sofrer uma queda de até 7,21%. Já a oferta de emprego deve recuar 9,34% em 2020.

 

Fonte: O Tempo

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Postado originalmente por: Portal Onda Sul – Carmo do Rio Claro

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