Procon abre processo contra Cemig e Copasa para investigar valores de contas em Alfenas

O Procon de Alfenas abriu um processo contra a Cemig e a Copasa para investigar o aumento no valor das contas de água e luz na cidade. Teve morador que viu o valor subir 800%.

As reclamações de vários moradores chegaram ao Procon presencialmente e também por redes sociais. Por isso, eles resolveram agir. Um processo foi aberto na terça-feira, 05, e agora as companhias têm 10 dias para comprovarem que o valor do aumento está correto.

“O Procon abriu a ação coletiva, uma investigação preliminar coletiva em nome da coletividade, contra a Copasa e a Cemig para investigar porque que veio esses valores tão diferentes nas faturas. Não foram em todas as residências que chegou, na maioria, não em todas, a gente olhando dá para ver que não foi a média. Quem não procurou o Procon deve trazer as cópias das últimas três últimas faturas tanto de água, quando de energia e cópia do RG e CPF do titular da conta pra gente poder abrir o procedimento individual. Além do procedimento coletivo que nós abrimos, a gente está abrindo também os procedimentos individuais para a correção das faturas”, disse a coordenadora do Procon de Alfenas, Marilza Dutra Alvez.

Uma audiência entre o Procon e representantes da Copasa e da Cemig deverá acontecer online para debater o assunto.

“Muito importante observar se tiver tido algum aumento nessa fatura duas possibilidades: a primeira delas é que o isolamento social faz com que o cliente fique mais em casa, isso pode fazer com que ele tenha mudança no hábito de consumo. Ele vai gastar mais energia por exemplo com computadores, com geladeira, com forno elétrico, equipamentos que podem estar gastando mais energia e consequentemente a fatura vem mais alta. Nesse caso a sugestão que ele verifique a média de consumo que ele teve nos últimos 12 meses, essa média tem por mês e a diária, ele faça a comparação da última conta que ele recebeu com o histórico que ele tem. Uma segunda possibilidade ocorre em função do ciclo de faturamento que é a quantidade de dias considerado para emitir a fatura. No mês de abril nós tivemos dois feriados: Semana Santa e Tiradentes. Esses dois feriados podem fazer com que o ciclo de faturamento tenha crescido, ele pode variar de 28 a 33 dias. Outro ponto a considerar é a parte do comércio. Os comércios estão fechados e isso pode impedir que o leiturista da Cemig tenha acesso ao medidor para fazer a leitura e a partir daí fazer a conta. Quando isso ocorre, a leitura vai ser feita por estimativa baseado nos últimos 12 meses de consumo, o cliente então pode receber essa fatura por estimativa e pode não refletir exatamente o que ele gastou no mês que transcorreu”, explicou o gerente de comunicação e marketing da Cemig, Elieser Francisco Corrêa.

Já a Copasa informou que em abril, a companhia tomou a decisão de não fazer a leitura dos hidrômetros que estão dentro das casas, evitando contato desnecessário entre a população e os leituristas. Com isso, diversos imóveis tiveram o faturamento calculado pela média de consumo dos últimos 12 meses.

Já neste mês de maio, os leituristas estão usando máscaras e fazendo o distanciamento necessário para poder fazer a leitura real dos hidrômetros. Com isso, em alguns casos, o valor do mês atual poderá ser superior ao mês anterior.

Além disso, no site da Copasa está disponível a opção “Autoleitura”, onde o cliente pode informar a leitura com dois dias de antecedência da data programada para a leitura de hidrômetro. E também pode solicitar pela agência virtual uma análise da conta caso ache que o valor não está correto.

Fonte: G1

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Postado originalmente por: Portal Onda Sul – Carmo do Rio Claro

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