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Fisiculturista morto em boate de BH não usou drogas nem álcool, diz Polícia Civil

Por: Portal Sete 29/09/2017 11:52
Allan Guimarães Pontelo, de 25 anos, morreu no último dia 2 depois de uma confusão em boate no bairro Olhos D’Água. Militares foram chamados porque ele estaria portando drogas, contudo, o corpo apresentava sinais de violência.

Os laudos toxicológico e de alcoolemia do fisiculturista e estudante de educação física Allan Guimarães Pontelo, de 25 anos, deram negativo para o uso de drogas e de álcool, informou a Polícia Civil. De acordo com a assessoria de imprensa da corporação, as investigações não estão concluídas porque ainda faltam informações. Os resultados foram divulgados nesta semana, mas a polícia não especificou o dia.

Allan Pontelo morreu no último dia 2 depois de uma confusão na boate Hangar 677, no bairro Olhos D’Água, na Região Oeste de Belo Horizonte. Militares foram chamados ao local porque ele estaria portando drogas. Contudo, o corpo dele apresentava sinais de violência e um amigo relatou agressões. Parentes afirmaram que Allan foi espancado por seguranças.

O corpo passou por exames no Instituto Médico Legal (IML) para determinar a causa da morte. De acordo com a Polícia Civil, o resultado da necropsia deve sair em 30 dias.

Escoriações, manchas de sangue nos pés e na boca foram relatadas pela Polícia Militar no corpo de Allan. Uma correntinha usada por ele também estava suja de sangue. A calça e a blusa estavam rasgadas.

De acordo com o tenente Jerry Adriane de Abreu, que atendeu a ocorrência, seguranças disseram que o rapaz portava cocaína e ecstasy e ficou muito agitado ao ser abordado. Ainda conforme o militar, falaram também que Allan teria ingerido substância entorpecente e pode ter falecido após ataque cardíaco.

Há também a versão de um amigo da vítima que relata que o jovem foi abordado por três seguranças e levado para um local isolado, conforme o militar. A informação inicial é de que não há câmeras neste ponto, perto dos banheiros.

A PM informou que constava do boletim de ocorrência que o amigo disse ter sido intimidado por um dos seguranças que abordaram Allan no banheiro. A informação foi passada pela sala de imprensa da PM. No registro, o amigo afirma que o segurança encostou o cano de um revólver nele e pediu que sumisse.

No boletim, o responsável pela equipe de segurança afirma que, ao ser abordado, Allan correu, pulou grades e caiu ao solo desacordado, segundo a PM.

No dia da morte, o pai e a namorada da vítima falaram emocionados sobre o caso. “Simplesmente foi uma brutalidade, um menino formando, estudando, trabalhando, saiu pra divertir”, disse Dênio Louis Pontello. Ele disse à reportagem que acredita que o filho foi assassinado. Afirmou também que, em revista policial, nenhuma droga foi encontrada no carro do filho. A namorada também falou que teria havido agressão e pediu punição.

A polícia informou que seguranças entregaram uma embalagem com drogas afirmando que foi encontrada com a vítima. Junto ao corpo, não havia qualquer tipo de droga, conforme a polícia. Os militares também disseram que, quando chegaram ao local, uma equipe médica tentava reanimar Allan.

Dois funcionários da boate prestaram esclarecimentos na 126ª Companhia da PM, no Estoril. Parentes também estiveram no local.

A Polícia informou que um segurança e um amigo da família foram ouvidos como testemunhas por um delegado. Ninguém foi preso. Ainda segundo a corporação, a ocorrência seria encaminhada para a Delegacia de Homicídios.

À época da morte, o advogado da empresa responsável pela segurança afirmou que a abordagem dos seguranças foi motivada por uma denúncia de que Allan estaria vendendo ou consumindo drogas. O rapaz teria tentado fugir correndo e caiu ao pular uma grade, tendo uma parada cardiorrespiratória na sequência.

Até o fechamento da matéria, nenhum representante da boate havia sido localizado para falar sobre o caso.

Fonte: G1.com

Postado originalmente por: Portal Sete

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