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Funcionários do João XXIII, em BH, denunciam situação precária no hospital

Por: Portal Sete 28/10/2017 8:52

Para casos de queimaduras e traumas, o Hospital de Prono-Socorro (HPS) é referência em MG. Presidente da Fhemig diz que intervenções para melhoria devem começar em novembro.

Funcionários do Hospital de Pronto-Socorro João XXIII (HPS), em Belo Horizonte, denunciam problemas na estrutura do local. Equipamentos estragados, falta de manutenção no prédio e de equipes de trabalho são questões que afetam diretamente o atendimento aos pacientes do centro de saúde, que é referência em Minas Gerais para casos de queimaduras e traumas.

Em um dos Centros de Tratamento Intensivo (CTI), o termômetro marca 28 graus por causa de um ar condicionado estragado. Na farmácia, a mesma coisa. Embora o rótulo do remédio indique a temperatura ambiente, entre 15 e 25 graus, como ideal para conservação, o clima na sala atinge os 29 graus.

E a lista de problemas fica ainda mais extensa. O carrinho de emergência usado na área de CTI está com as rodas quebradas e precisa ser arrastado pelos funcionários. A sala usada para esterilizar material tem cano de esgoto exposto, e o equipamento conhecido como autoclave está estragado. Já banheiro dos funcionários, o box está sem porta. Um pano foi improvisado e os vasos sanitários estão vazando.

Os vídeos mostrados na reportagem foram feitos pelo presidente da Associação Sindical dos Trabalhadores em Hospitais de Minas Gerais (Asthemg), Carlos Martins. Segundo ele, a lista de problemas não é recente.

“Você imagina, passarmos 12 horas em um hospital de trauma, onde não tem limite de entrada de pacientes, e pacientes graves e termos que está ali trabalhando em uma condição em que você não tem um banheiro adequado para estar utilizando quando precisa”, reclama o líder sindical. “Você tem que ficar num setor fechado, com uma temperatura de 29 graus, sem ar condicionado. (…) É óbvio que um profissional que está diante de um paciente, ele está prestando um serviço de forma estressada”, continua.

Uma técnica em enfermagem, que não quis ser identificada, disse que os pacientes e seus acompanhantes também estão sofrendo. “São pessoas simples. Que não têm como comprar comida. [E o hospital] Não oferece a comida para o acompanhante. A não ser se for de menor ou maior de 60 anos”.

Além disso, os trabalhadores dizem que o número de profissionais tem caído a cada ano. Por falta de concurso público, o HPS estaria funcionando com 60% do quadro de funcionários.

De acordo com a denúncia, todos esses problemas já foram relatados a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) ao Governo de Minas Gerais, mas não houve providência.

O diretor clínico do HPS, Marcelo Girundo, trabalha no local há cerca de 30 anos e reforça as manifestações de falta de estrutura. “O que nós temos visto é que ao longo do tempo, principalmente dos últimos 3 anos, toda estrutura física e profissional do hospital está em decadência franca. Os tomógrafos quebrados diariamente, problema no ar condicionado, elevadores que não funcionam, leitos fechados porque as equipes médicas estão desfalcadas”, enumera.

Segundo informou o presidente da Fhemig, Tarcísio Dayrell Neiva, foram disponibilizados para a diretoria do João XXIII R$ 26 milhões. Essa verba deve ser usada para adequações das infraestruturas. “Correções essas de trocas de portas, reforma de elevador, e outras ações similares. Também já investimos na compra de um novo tomógrafo. Vai ser o segundo tomógrafo para o João XXIII e também compra de monitores, camas e outros equipamentos”, afirma ele sobre o destino do dinheiro.

Sobre a falta de funcionários, o presidente da Fhemig disse que o assunto já foi levado ao Governo do Estado. “Já solicitamos à Secretaria de Planejamento essa verificação e temos, inclusive, uma reunião com o secretário para que a gente alinhe a possibilidade da gente fazer essa reposição funcional da equipe do João XXIII”.

Ainda de acordo com Tarcísio, as licitações para as compras de novos equipamentos e materiais para reformas já foram feitas e, em novembro, as intervenções devem começar.

Fonte: g1.com/notícias

Postado originalmente por: Portal Sete

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