Sem repasse, programa das Apaes pode acabar e deixar 300 pessoas na rua em Minas Gerais

Criado para acolher quase 300 pessoas em Minas Gerais, o programa Casa Lar, gerido pelas Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) espalhadas no Estado, corre o risco de encerrar as atividades. Ao todo, cerca de R$ 2 milhões deixaram de ser repassados pelo governo e beneficiar 42 casas em Minas que acolhem egressos da extinta fundação Febem que possuem alguma deficiência intelectual ou múltipla e não têm parentes.

A procuradora jurídica da Federação das Apaes de Minas Gerais, Maria Thereza Cunha, afirma que em algumas cidades essas pessoas correm o risco de ficar desalojadas. “O último repasse era previsto para dezembro, isso não foi feito. Nós não temos nem ideia de quando isso vai ocorrer então realmente a situação é de muita calamidade”, diz. Ela ressalta que o recurso é importante para garantir alimentação, luz, água e remédios. “Estamos desesperados e não sabemos mais o que fazer nem a quem recorrer”, lamenta.

Diante da incerteza da falta de repasse, muitas cidades já desistiram da manutenção do programa Casa Lar por não terem como manter. “Estamos tentando contato com o novo governo, mas a resposta que a gente tem é que não tem o recurso, e quando tiver será pago, mas sem previsão”, lamenta.

Em BH, 50 pessoas vivem em oito casas mantidas pelo programa Casa Lar. A falta de recursos já ameaça o pagamento dos funcionários, como ressalta a gerente do serviço de acolhimento Casa Lar de BH, Alina Cíntia Braga.

“A gente já vem com essas dificuldades e agora complicou. Se a gente não tiver esse dinheiro a gente não consegue pagar os funcionários. A dívida hoje é de R$ 420 mil, senão é de coração doído que não temos como funcionar.

Em nota, o governo do estado informou que a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) e a Secretaria de Estado de Fazenda (SEF/MG) estão identificando todas as pendências deixadas pela última gestão. A intenção é resolver o quanto antes as situações que envolvem repasses emergenciais evitando, assim, a interrupção dos serviços essenciais prestados à população.

*Itatiaia

Postado originalmente por: Portal Sete

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