Substância presente em alimentos industrializados possui toxina cancerígena

Corante artificial encontrado em refrigerantes, molhos e outros alimentos pode ser bastante tóxica

Um dos corantes artificiais mais utilizados no mundo, o caramelo IV é usado para dar coloração em refrigerantes de cola, molhos, chocolates, cervejas e outras bebidas alcoólicas, remédios e até em alimentos para cães. Entretanto, o produto é prejudicial à saúde e no Brasil é utilizado em até 700 vezes mais por unidade do que nos EUA, por exemplo. Esse é um desafio para os profissionais que estão cursando a faculdade de Nutrição.

O caramelo IV oferece riscos à saúde porque ao contrário do caramelo regular que é resultado do açúcar puro aquecido, é feito a partir da mistura do açúcar com elementos químicos, sob grande pressão e temperatura; o que gera além do corante, subprodutos tóxicos.

De acordo com estudos realizados pelo Programa Nacional de Toxicologia dos Estados Unidos, o 4-Metilimidazol (4-MI) – um dos subprodutos do caramelo IV – pode causar câncer de pulmão, fígado, tireóide e leucemia. Por isso, a Agência de Proteção Ambiental da Califórnia classificou a substância como cancerígena, e determinou que qualquer produto com concentração maior que 29 microgramas de 4-MI por porção deve informar o possível risco na embalagem.

Em 2013, o Idec fez uma pesquisa sobre refrigerantes e energéticos que contêm o corante Caramelo IV em sua fórmula, e portanto o cancerígeno 4-MI, e confirmou que a regulação brasileira sobre o tema é falha e que os fabricantes de refrigerantes e bebidas energéticas não estão dispostos a informar ao consumidor a quantidade da substância tóxica em seus produtos.

Qual o uso no Brasil?

A ANVISA reconhece oficialmente a Resolução da Comissão Nacional de Normas e Padrões para Alimentos (CNNPA), do Ministério da Saúde, de que o teor de 4-MI não deve exceder 200 miligramas em cada quilo de alimento. O que significa dizer que, se levarmos em consideração uma porção de 100g de determinado produto, a quantidade permitida no Brasil é quase 700 vezes maior que a permitida na Califórnia.

Exemplos dessa discrepância nos valores aceitáveis podem ser vistos no resultado de um estudo realizado em 2012 pelo Centro de Ciência para o Interesse Público (CSPI na sigla em inglês), da capital norte-americana. O centro avaliou a concentração de 4-MI em latas de Coca-Cola de diversos países e encontrou a Coca brasileira como detentora do primeiro lugar no ranking.

Carolina Glogovchan 
Assessoria de Imprensa e Link Building

Postado originalmente por: Portal Sete

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