Troco do Leão na mão: bancos ofertam crédito baseado na restituição; contribuinte deve fazer contas

Em tempo de pandemia e pouco dinheiro, contribuintes veem na possibilidade de garantir a antecipação da restituição do Imposto de Renda um refresco nas contas. Especialistas acreditam, contudo, que o que pode parecer uma boa solução corre risco de tornar-se dor de cabeça.

A principal recomendação é que o empréstimo baseado na antecipação dol IR somente seja feito se o dinheiro for usado para pagar contas essenciais – casos de água, luz e condomínio –, ou para trocar dívidas com juros mais altos, como cheque especial e cartões de crédito.

Em média, a soma das taxas cobradas pelos bancos para tal modalidade, conforme apurou o Hoje em Dia, é de 3,7%. “Quem for buscar essa linha de crédito precisa ter em mente que só é válido se for aliviar contas em atraso, por exemplo, ou diminuir o que é já pago em outros empréstimos” , explica o economista Felipe Leroy.

Além disso, quem pretende fazer a antecipação deve lembrar-se de que, este ano, a restituição não demora muito a chegar. O calendário divulgado pela Receita Federal prevê que serão cinco lotes, com o primeiro pago já em maio e o último, em setembro.

Para Sandra Rodrigues, superintendente-executiva de Produtos e Empréstimos para Pessoa Física do banco Santander, antecipar a receita também é válido para quem tem projetos que devem ser viabilizados em curto prazo. “O cliente precisa avaliar em que momento se encontra sua situação financeira. Tem que ir avaliando riscos porque o crédito é sempre bom, mas quando traz solução, não um problema futuro”, explica Sandra.

Mais um ponto que os clientes devem considerar antes de contratar o empréstimo é que, dependendo do valor da restituição, o montante disponibilizado pelos bancos costuma ser pequeno.

Para o consultor financeiro Paulo Vieira, esse é um dos maiores limitadores desta linha de crédito. “Apesar da taxa de juros ser menor que a de um cheque especial ou do cartão de crédito, por exemplo, o valor disponível pode não cobrir toda a dívida. E, se isso acontecer, simplesmente não vale a pena. O melhor é buscar uma renegociação da dívida inteira com o banco ao invés de contrair uma nova dívida”, explica Vieira.

FontFonFFonte: Hoje em Dia

Postado originalmente por: Portal Sete

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