Polícia Federal prende prefeito eleito, ex-prefeitos e vice em exercício por crimes relacionados a migração ilegal

O prefeito eleito de Piedade de Caratinga, Adolfo Bento, foi preso temporariamente nesta quinta-feira (03) pela Polícia Federal na operação de combate à migração ilegal para os Estados Unidos. Outros investigados também foram detidos hoje, incluindo ex-prefeitos e um vice-prefeito em final de mandato.

Todos os acusados são da região de Governador Valadares e serão ouvidos na sede da Polícia Federal de Valadares. Nesta tarde o prefeito eleito Adolfo Bento ainda aguardava para ser ouvido, enquanto a polícia concluía os mandados de busca e apreensão previstos para serem cumpridos hoje. Segundo a defesa de Adolfo, a prisão temporária é válida pelo período de cinco dias, mas não está descartada a possibilidade de que ele seja ouvido pelo delegado e liberado.

As investigações, que fazem parte de ação de cooperação policial internacional contra o tráfico de pessoas, tiveram início em outubro de 2019, após recebimento de três notícias de crime diferentes. De acordo com a Polícia Federal, os investigados se dedicam intensamente à promoção da migração ilegal, associação criminosa e envio ilegal de criança ou adolescente para o exterior, cobrando até 22 mil dólares por interessado. Os viajantes, sob sérios riscos, enfrentavam condições desumanas, eram forçados a corromper autoridades da imigração mexicana e ficavam submetidos aos guias denominados “coiotes” que definiam as rotas de travessia de fronteira.

 

São 11 mandados de prisão temporária e 21 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal de Governador Valadares e cumpridos nas cidades mineiras Valadares (uma prisão temporária e uma busca e apreensão), Tarumirim (quatro prisões temporárias e 10 buscas e apreensões), Alvarenga (duas  prisões temporárias e três buscas e apreensões), Campanário (uma prisão temporária e uma busca e apreensão), Engenheiro Caldas (uma prisão temporária e quatro buscas e apreensões), Piedade de Caratinga (uma prisão temporária e uma busca e apreensão) e Virginópolis (uma prisão temporária e uma busca e apreensão).

Conforme a PF, se condenados, os presos e demais investigados podem cumprir até 16 anos de reclusão. Na primeira fase da operação, um dos réus foi condenado a 127 anos, tendo sido identificados 270 crimes.

Estas é a terceira fase da operação ‘CAI-CAI’, que tem apoio da Adidância da Polícia de Imigração e Alfândega – Homeland Security Investigations (HSI), na Embaixada dos EUA em Brasília.

Postado originalmente por: Rádio Cidade – Caratinga / MG

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