Presença constante de andarilhos completam degradação da praça Cesário Alvim

Nesta segunda-feira (07) retomamos a sequência de matérias sobre a situação precária da praça Cesário Alvim, que fica no centro de Caratinga. Depois de uma abordagem geral e de entrevistas com o secretário de Meio Ambiente, com a diretora do departamento de Cultura e membro do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, vamos tratar hoje de um aspecto que, para muitos, é o mais importante: a presença dos moradores de rua.

Durante o dia e, principalmente à noite, alguns grupos se formam nos gramados ou próximo ao coreto. Eles abrem cobertores no chão e ali se instalam para comer, conversar e dormir. Quando amanhece, recolhem seus pertences em sacolas que ficam nos pés das árvores. Galhos também servem de cabide para as cobertas. Alguns usam droga e muitos estão alterados por consumo excessivo de bebida alcoólica, criando um ambiente de insegurança para todos que passam pela praça.

Fabiana Aparecida Dutra Pires integra esse grupo. Ela disse que tem residência em Caratinga, mas que gosta de ficar na praça onde bebe cachaça. No início foi agressiva com nossa reportagem, mas depois aceitou falar, principalmente para pedir ajuda para a amiga Bete. Na ocasião, Bete estava desacordada, alcoolizada, em cima do banco de concreto de uma mesa de jogos. As pernas e o rosto estavam feridos por causa de um tombo.

“Baiano” também fica na praça. Ele é de Cabo Frio, estado do Rio de Janeiro. Está perambulando por ruas de diferentes cidades há doze anos e só se queixou da falta de um lugar para dormir nos dias mais frios.

O Centro de Referência Especializado de Assistência Social, CREAS, citado por “Baiano”, é o setor encarregado de prestar auxílio à população de rua. De acordo com a secretária de Desenvolvimento Social de Caratinga, Sônia Gomes, os profissionais do CREAS se aproximam dessas pessoas para cadastrá-las e oferecer ajuda.

Segundo a secretária, o número de moradores de rua não aumentou, alguns deles apenas mudaram de lugar, se concentrando na praça Cesário Alvim.

Levantamento da assistência social aponta que há pessoas morando nas ruas de Caratinga com residência no município. Outras são de Entre Folhas, Vargem Alegre, Ubaporanga, Santa Bárbara do Leste e até de outros estados. Mas ninguém pode ser removido de onde está sem consentimento.

Até quem tem distúrbio psiquiátrico precisa aceitar ajuda para ser removido para um lugar onde receba tratamento e esteja abrigado.

A secretária disse que mesmo depois de várias negativas, quando o cidadão se recusa a sair daquela condição, o poder público não pode desistir, sob risco de ver ainda mais gente morando nas ruas.

Por fim, a secretária de Desenvolvimento Social Sônia Gomes pede à população de Caratinga que colabore evitando dar esmola a essas pessoas. O ato que para muitos é uma caridade, acaba incentivando a permanência deles nas ruas, além de alimentar vícios ligados ao álcool e entorpecentes.

Caso alguém precise acionar o CREAS para tirar dúvidas ou pedir ajuda para moradores de rua é só ligar para 3329-8098 e falar com Edivânia, Gisele ou Edervânio.

Postado originalmente por: Rádio Cidade – Caratinga / MG

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