Agências bancárias de Uberaba já visam diminuir contato entre funcionários e clientes

Instituições e estabelecimentos da cidade seguem criando estratégias para conter a proliferação do novo coronavírus (SARS-CoV-2). Os bancos, segundo informação do Sindicato dos Bancários de Uberaba e Região adotam, como uma das principais medidas, a redução do atendimento e do contato entre clientes/funcionários.

Conforme o presidente do sindicato, Diego Bunazar houve uma reunião via videoconferência na segunda-feira (16), com sindicatos e federações do país e foi instituído um comitê de crise.

“Foi solicitado em linhas gerais tentar reduzir o atendimento físico dentro das agências ao estritamente necessário para evitar a exposição dos bancários, dos clientes e dos terceirizados. Em Uberaba, temos conseguido com alguns dos bancos que haja um reforço na higienização das dependências, o afastamento por abono das pessoas que estão no grupo de risco. Na prática isso já ocorre no Banco do Brasil e Bradesco, que já tem funcionários afastados”, explicou Buzanar.

O presidente do sindicato também afirma que cada banco está tomando medidas próprias. “Tem alguns bancos propondo contingenciamento e já há programação para a Caixa Econômica. O objetivo é atender com 50% da capacidade justamente para evitar aquela área de contagio”. Segundo Buzanar o intuito neste caso é concentrar o atendimento autorizando o acesso aos caixas eletrônicos e as agências conforme a capacidade de atendimento para não gerar aglomeração.

Cenário Nacional
Diego Bunazar pontua que em âmbito nacional três demandas foram apresentadas pelo sindicalismo brasileiro. A primeira foi cessar a cobrança de metas de resultados; “não tem sentido exigir do funcionário cumprimento de metas de crédito e de seguro, quando temos uma situação de pandemia”.

A outra solicitação foi a da prorrogação da convenção coletiva de trabalho. As frentes dos sindicatos e federações tinham a pretensão de realizar um evento em junho para debater os direitos até que uma nova convenção fosse assinada. O intuito é prorrogar a vigência da convenção vigente para que durante a fase de pandemia não haja prejuízo do próprio trabalho e da organização dos trabalhadores.

Ambas as solicitações estão sendo avaliadas pelos bancos. Já a terceira demanda foi cessar as demissões no período de coronavírus. Porém, esta solicitação já foi descartada. “Eles não abriram margem para isso e disseram que as demissões não teriam nada a haver com o vírus”, explicou Bunazar.  

Postado originalmente por: JM Online – Uberaba

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