Chuvas esparsas ainda mantêm produtores à espera para plantio

Apesar de estarmos nas últimas semanas de novembro, o Triângulo Mineiro sofre com chuvas esparsas e precipitações com pouco volume pluviométrico. O clima está preocupando produtores rurais, que em alguns casos registram perdas e são obrigados a replantar áreas que não germinaram semente de soja.

O presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Uberaba (SRU), Gilberto de Oliveira Dias, falou sobre o tema, ontem, em entrevista para o Jornal da Manhã. “Essas chuvas sem continuidade já estão provocando consequências ruins, sobretudo para a cultura da soja. A soja precisa de precipitações de 100 a 150 milímetros, que é o ideal para o plantio. E essa irregularidade já preocupa a classe produtora, porque tem se falado que esse fenômeno pode continuar em dezembro”, aponta. Outro ponto que deve ser analisado, segundo Gilberto, é que o atraso na safra de verão pode acarretar outros problemas na safrinha. “Isso pode afetar a safrinha também, o que é mais preocupante ainda. Muitas vezes a safrinha é o que salva o ano do produtor. Ele só tem lucro com boa produtividade da safrinha, e se afetar lá na frente, pode ser muito prejudicial”, posiciona.

No início do mês, Luiz Carlos Saad, secretário do Agronegócio, apontou que Uberaba estava com 100% da área a ser plantada pronta para a semeadura, o que deveria ser realizado depois do dia 15, devido à falta de chuva adequada. Porém, já caminhando para o fim do mês, o fenômeno de chuvas aleatórias e com pouco índice pluviométrico está se mantendo.

Presidente do Sindicato Rural sai em defesa de produtor por corte de árvores

“As mudanças climáticas que o mundo está sofrendo não são por causa do produtor rural.” A frase foi proferida por Gilberto de Oliveira Dias, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais (SRU), ao comentar episódio em que a Polícia Militar foi acionada para conferir ação de derrubada de árvores perto de Peirópolis, bairro rural, localizado a cerca de 25 quilômetros de Uberaba.

Segundo Gilberto, no episódio houve supressão de algumas árvores esparsas e que o dono da fazenda possuía toda a documentação necessária. “O proprietário tem toda a reserva que a lei estabelece, estava com toda a documentação necessária, então, não havia nada de irregularidade, precisava ter maior responsabilidade. Por que não mencionou que o produtor estava com toda a documentação?”, aponta.

O líder do setor agrícola procurou o Jornal da Manhã e afirmou que não é possível se manter inerte diante de caso assim. “Muitos produtores me ligaram, mandaram mensagem, então, eu não podia deixar de me posicionar. Nós, produtores rurais, colocamos alimento na mesa dos brasileiros, produzimos fatia considerável do Produto Interno Bruto (PIB), em muitos anos é o setor agrícola que segura o país, e não podia deixar de expressar nossa indignação”, expõe.

A ação de agentes de segurança no bairro rural foi noticiada esta semana na coluna Cá Entre Nós. De acordo com Gilberto, a nota foi mal recebida pelos produtores, sobretudo por não mencionar que toda a ação estava com respaldo da documentação adequada.

Postado originalmente por: JM Online – Uberaba

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