Descoberto em Peirópolis buraco que pode ter 70 milhões de anos

 

Pesquisadores da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), acharam uma paleotoca, no ponto 1 do price ou caieira, localizada a 2,5 quilômetros ao norte do sítio Paleontológico de Peirópolis. Estima-se que o buraco foi aberto há 70 milhões de anos para proteger um crocodiliforme das altas temperaturas.

Os responsáveis pelo achado são os pesquisadores Agustín Martinelli, do Museo Argentino de Ciencias Naturales, em Buenos Aires, que contou com a participação de pesquisadores da Argentina, como Unicamp, Ufop, UFMG, Crilar/Conicet e, ainda, Luiz Carlos Borges Ribeiro e Thiago da Silva Marinho, da UFTM.

De acordo com os pesquisadores, o achado é raro, pois se trata de registro indireto da atividade biológica produzido pelo animal, e não restos diretos corpóreos, tais como: dentes, ossos e placas dérmicas.

A toca aponta, também, para um hábito comportamental dos animais utilizado para proteção em tempos de extrema seca, ou mesmo a postura de ovos, guardar alimentos ou para repouso.

Os pesquisadores esclarecem que essa paleotoca encontrada pertencia a um crocodilomorfo de tamanho pequeno e que o produtor dessa toca provavelmente foi um pequeno crocodiliforme do grupo dos Notosuchia.

Após as escavações, os pesquisadores não encontraram restos esqueléticos e nem ovos na toca.

Eles apostam que o animal responsável por essa construção a utilizou há cerca de 70 milhões de anos para se proteger em tempos difíceis, época em que a temperatura na região poderia alcançar 50 ºC. Após isso, o “buraco” escavado era preenchido por uma mistura de areia fina e lama, deixando-o fossilizado.

Por JM Online – Uberaba

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