Fisioterapeutas pedem reabertura de clínicas de pilates para reabilitação

Foto/Pixabay

Grupo de fisioterapeutas questiona a inclusão de clínicas de pilates na mesma categoria de academias; Iraci Neto explica que os procedimentos para reabilitação são incluídos nos serviços de acompanhamento de doenças crônicas

Sem poder trabalhar por causa do decreto municipal 5555/2020, que regulamenta as regras de biossegurança durante a pandemia da Covid-19, fisioterapeutas questionam enquadramento dos estúdios de pilates na categoria de academias. O grupo chegou a protocolar um documento na Prefeitura para registrar que os serviços prestados não podem ser elencados na mesma divisão.

O setor ainda aponta divergência no decreto 5.555, que prega que aos laboratórios, clínicas e profissionais da área de saúde ficam assegurados os serviços de atendimento de urgência, emergência e acompanhamento de doenças crônicas. Mas proíbe o funcionamento das clínicas de pilates.

“Trabalhamos na promoção de saúde e reabilitação de patologias utilizando o Método Pilates há muitos anos e sabemos o quanto a falta dessa atividade traz regressão e retardo na evolução do tratamentos, podendo levar a limitações importantes. Lembrando também que um dos princípios utilizados no Método é a mecânica de respiração (essa traz benefício na capacidade pulmonar e controla a ansiedade). Sendo assim, o Método reduz o número de pacientes em ambiente hospitalar, seja por dor ou dificuldade respiratória”, reza o documento entregue no centro administrativo e assinado pelos fisioterapeutas Ana Carla Franco, Bruno Pacheco e Rafaela Abdalla e encaminhado a redação do Jornal da Manhã.

A categoria ainda ressalta que as normas do decreto municipal para atendimentos em clínica com atendimentos individualizados, com máscaras, higienização e ventilação do ambiente, pode ser atendida e amparada quanto a segurança do profissional e do paciente.

“Somos Fisioterapeutas e nosso trabalho vem antes do condicionamento físico. Trabalhamos com recuperação funcional. Reabilitação e manutenção da saúde de pessoas com as mais diversas patologias posturais e ortopédicas”, destaca o fisioterapeuta Bruno Pacheco.

Questionado sobre o assunto, o secretário de Saúde, Iraci de Souza Neto, destaca que a fisioterapia foi incluída nas clínicas, sendo clinica de fisioterapia, de reabilitação de urgência/emergência e reabilitação de pacientes crônicos. De acordo com ele, não estão na categoria de academia. "O que está na academia ou pilates são os estúdios de atividade física individualizada, como yoga, por exemplo. Mas a fisioterapia como clínica de reabilitação para procedimentos de urgência e o acompanhamento clínico, se enquadra sim no decreto 5.555, como possibilidade de atendimento", explica.

O secretário ainda destaca que as recomendações sanitárias estão previstas na Portaria 22/2020 que estabelece requisitos para a realização de consultas e procedimentos pela rede de prestadores de serviços de saúde (SUS e privados) no âmbito do município de Uberaba, tais como: consultórios, clínicas e profissionais de saúde nas diversas especialidades, laboratórios clínicos, serviços de diagnóstico por imagem e similares.

Sendo que os estabelecimentos e serviços tratados na Portaria devem observar vários critérios, como não fazer sala de espera para evitar aglomeração, agendamento de pacientes, obrigatoriamente, com intervalos mínimos de 30 (trinta) minutos entre um atendimento e outro. Obediência às normas de biossegurança e regras de higiene, mantendo disponibilidade de água, sabonete líquido, papel toalha em ambientes dotados de pia para lavagem de mãos, e álcool em gel para colaboradores, pacientes e acompanhantes, além da desinfecção periódica de superfícies onde o contato é frequente, dentre outras regras.

Postado originalmente por: JM Online – Uberaba

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