Ministério Público denuncia casal por incêndio a ônibus

Ministério Público apresentou denúncia contra casal envolvido nos ataques incendiários a ônibus em Uberaba, ocorridos no início de junho. Os dois foram presos no dia 5 do mesmo mês, após denúncia anônima informar que o homem era um dos autores do incêndio provocado a um ônibus naquele mesmo dia, às 11h, no Residencial Isabel do Nascimento. Na ocasião, policiais localizaram pequena quantidade de drogas. O caso será analisado pelo juiz da 1ª Vara Criminal de Uberaba, Ricardo Cavalcante Motta.
Segundo o promotor Laércio Conceição Lima, motorista da empresa Líder transitava com o veículo pelo residencial quando, ao parar o coletivo em um ponto de ônibus na rua Jovina Alves Tirone, foi surpreendido por três indivíduos, que estavam de bicicletas e com os rostos parcialmente cobertos. Antes que usuários ingressassem no veículo, os indivíduos entraram no ônibus portando garrafas de plástico com líquido inflamável. O trio ordenou que os passageiros descessem para que o ônibus fosse queimado.
Acionada, a Polícia Militar iniciou rastreamentos no intuito de localizar e prender os autores do crime, mas receberam denúncia anônima indicando o nome de um dos envolvidos que havia se queimado durante o ataque ao ônibus. Os policiais realizaram rastreamento e localizaram a residência do suspeito situado no mesmo bairro do incêndio. Ao ser abordado, ele confessou o crime, informando que durante a ação criminosa ele permaneceu na porta traseira com um galão de combustível, tendo espalhado o líquido pelos pneus e ateado fogo no coletivo.
Durante buscas no imóvel, os policiais localizaram roupas, tênis e boné usado no crime, que apresentavam odor de gasolina e estavam parcialmente queimados. Confirmando a informação da denúncia, o acusado mostrou ferimento por queimadura na perna, sendo encaminhado para atendimento na UPA São Benedito. Os militares ainda encontraram 9g de maconha, distribuídas em cinco porções e 0,49g de cocaína, para consumo próprio.
O promotor Laércio Conceição revela que perícia no celular do acusado revelou conversas mantidas pelo aplicativo WhatsApp com pessoa identificada por “Leoll”, informando de que sua esposa foi quem efetuou a compra do combustível para a realização do ataque ao ônibus. Para o promotor, todas essas provas comprovam a participação do casal no crime de incêndio qualificado, cuja pena pode variar de três a seis anos de prisão, aumentada em um terço por ter sido realizado em veículo de transporte público.

Postado originalmente por: JM Online

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