Mortes por raios ficam abaixo da média histórica em 2016

Em 2007, Uberaba liderava o ranking de cidades mineiras com o maior número de raios, com 9.922 descargas
O ano de 2016 teve menos mortes por raios do que a média dos últimos 20 anos. Segundo projeções do Grupo de Eletricidade Atmosférica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o número de vítimas desse tipo de acidente deve ficar abaixo dos 70 casos neste ano.

Em janeiro de 2016, um raio atingiu uma casa no bairro Abadia, mas não feriu nenhum morador. Um andarilho, de 50 anos, teve queimaduras de terceiro grau do lado direito do corpo após receber uma descarga elétrica em janeiro de 2014. Em outubro de 2010, 20 touros morreram após receberem uma descarga elétrica. O último registro de morte provocada por raio divulgada em Uberaba ocorreu em fevereiro de 2009, quando uma adolescente de 14 anos foi atingida na comunidade rural de Santa Fé, quando ajudava os pais em uma plantação de tomates.

Segundo informações do Instituto, Uberaba tem uma densidade de descargas elétricas equivalentes a 7,42 por km² ao ano. No ranking de municípios com descargas de Minas Gerais, Uberaba aparece em 234º lugar e na estatística nacional ocupa a 2.266ª posição. Em 2007, Uberaba liderava o ranking de cidades mineiras com o maior número de raios, quando foram detectadas 9.922 descargas no município.

Entre 2000 e 2014 morreram, em média, 111 pessoas por ano no país devido à queda de raios, totalizando 1.792 casos. Em 2015, foram registradas 104 mortes. As ocorrências entre trabalhadores agropecuários lideram o número de vítimas, com 25% dos casos. De acordo com o Instituto, são casos em que os raios atingem as redes elétricas próximas e levam o excesso de energia para dentro das residências. Na avaliação do grupo, a redução de fatalidades em 2016 ocorreu devido a um aumento da conscientização sobre os perigos dos raios. Para 2017, o Instituto prevê uma incidência de raios dentro da média histórica.
Época mais chuvosa do ano exige cuidados para evitar acidentes
Previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o verão indicam possibilidade de muita chuva. Segundo a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), fora de casa é importante evitar contato com cercas de arame, grades, tubos metálicos, linhas telefônicas e de energia elétrica e qualquer objeto ou estrutura metálica; afastar-se de veículos como tratores, motos, bicicletas e carroças, além de máquinas agrícolas, bem como de áreas descampadas, pastos, campos de futebol, piscinas, lagoas, praias e árvores isoladas, postes, mastros e locais elevados; e permanecer dentro do veículo em razão da estrutura metálica.

Porém, em caso de tempestade, é preciso cuidado também dentro de casa, como não tomar banho ou usar a torneira elétrica durante chuva forte; evitar contato com qualquer objeto que possua estrutura metálica ou ligar aparelhos e motores elétricos para não queimar os equipamentos; afastar-se das tomadas e evitar usar o telefone. Além disso, é fundamental desconectar das tomadas todos os aparelhos eletrônicos; desligar os fios de antenas dos aparelhos e permanecer dentro de casa até a tempestade terminar.

Postado originalmente por: JM Online

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