Mototaxistas de Uberaba são contra a adoção do mototaxímetro nas corridas

Nivaldo Pereira, presidente do Sindicato dos Mototaxistas de Uberaba, diz que o custo do equipamento vai onerar também para o usuário
Foi aprovado pela Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara Federal o projeto que torna obrigatório o uso do mototaxímetro para o transporte de passageiros por moto em municípios com mais de 40 mil habitantes. A proposta não foi bem aceita pelos mototaxistas de Uberaba, que consideram um gasto a mais para a compra do equipamento.
O PL 3468/2015 altera a Lei nº 12.009, de 2009, e tramita em caráter conclusivo, quando não há necessidade de ir a plenário, para ser analisado pelas comissões de Viação e Transportes, de Constituição e Justiça e de Cidadania. A proposta obriga o uso do equipamento, que serve para definir o valor de uma corrida com base nos quilômetros rodados, no exercício da atividade de transporte remunerado de passageiros em motocicletas, motonetas e mototáxi. Estima-se que o custo de cada aparelho gire em torno de R$950.
Em Uberaba, o Sindicato dos Mototaxistas (Sindimoto) se posiciona contra a aprovação da medida. “Qualquer projeto que venha, neste momento, sobrecarregar ainda mais os trabalhadores vai ser preciso ser repassado ao usuário no serviço prestado”, analisa o presidente do sindicato, Nivaldo Pereira. Na avaliação dele, antes de ser aprovada, a proposta deveria ser mais discutida. “Precisa ver a viabilidade econômica para o cliente. Assim como para os profissionais, com relação a preço”, destaca. “Não tem jeito de comprar o mototaxímetro e não repassar [o valor] para o cliente que, mais uma vez, vai pagar a conta”, pontua o sindicalista.
Conforme o Sindimoto, a corrida de mototáxi na cidade, atualmente, varia entre R$10 e R$13, sendo que cada profissional deve realizar uma média de oito corridas por dia, para prestar, no máximo, 12 horas de serviço. Assim, para conseguir arcar com os custos do aparelho, cada profissional perderá pelo menos dez dias de trabalho. “Esse valor [de R$950] é exorbitante. Além disso, precisaria rediscutir essa questão da vistoria anual, porque geraria mais custos ainda [para os trabalhadores]”, argumenta Nivaldo, reforçando a necessidade de a proposta ser discutida com todas as partes interessadas.

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