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Questões financeiras continuam campeãs em queixas no Procon

Por: Rádio JM 730 AM 06/09/2017 0:30

Procon divulgou relatório de atividades de janeiro a agosto de 2017. O levantamento foi apresentado à imprensa ontem, e assim como os anteriores, mais uma vez o setor financeiro assumiu lugar de destaque. Conforme os dados apresentados, do dia 1º de janeiro a 15 de agosto foram registrados 6.634 atendimentos, e a maioria está relacionada a assuntos financeiros, sendo 44,19% dos atendimentos. Em seguida estão os serviços essenciais, produtos privados, saúde, habitação e alimentos. Destes atendimentos, a maioria, isto é, 86,22%, foi preliminar.
O relatório apresentado também traz o ranking dos 10 assuntos que foram mais alvo de reclamações e, mais uma vez, os bancos assumem o topo da lista, com 17,43% de queixas, seguido por telefonia celular, com 11,86%. No ranking dos 10 problemas mais passíveis de reclamações, questões financeiras também assumem lugar de destaque: cobranças indevidas (23,36%) e contratos (12,03%). Por falar em ranking, o levantamento do Procon também trouxe a lista das 10 empresas mais multadas, outra das mais devedoras e, ainda, das multas mais altas, e nas três os bancos assumem o topo, variando as colocações e os bancos de uma lista para a outra.
De acordo com o presidente da Fundação Procon, Rodrigo Mateus, mesmo o órgão adotando uma postura mais rigorosa, não houve resultado, não foi suficiente para mudar o comportamento das instituições financeiras. “Por isso, acho que devemos manter a postura, mas precisamos investir na educação financeira e para o consumo”, explica o presidente do órgão.
Quanto aos processos administrativos, de janeiro a agosto de 2016 foram 333 processos, e em 2017, neste mesmo período, foram 535, um aumento de 60%. Neste caso, a maioria – 38,14% – está relacionada a produto e 22,88%, aos assuntos financeiros. Conforme o relatório, estão em andamento no Procon 847 processos administrativos, a maioria através de reclamação. 
Com recebimento de apenas 5% das multas, infratores devem ir a protesto. O pagamento das multas é uma situação que preocupa muito o Procon. O órgão consegue receber apenas de 3% a 5% das multas aplicadas. Aquelas empresas que não pagam são inseridas em dívida ativa. Porém, está em andamento uma proposta para protestar os devedores do Procon. “Pelas informações que recebi, estão nas últimas tratativas para o sistema entrar em vigor, entre a Secretaria de Fazenda, Codiub e o Instituto de Protesto, para afinar o sistema e liberar para o início. A ação será feita no Procon, vamos emitir a Certidão de Dívida Ativa (CDA) e encaminhar ao instituto, em trâmite eletrônico. Acredito que será uma boa alternativa para o recebimento, uma vez que as empresas preferem evitar essa situação”, revela o presidente do Procon.

Postado originalmente por: JM Online

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