Trabalhadores da Ebserh realizam assembleia na porta do HC/UFTM

Ontem, trabalhadores da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) se reuniram na porta do Hospital de Clínicas da UFTM para a realização de uma assembleia extraordinária. O objetivo era discutir as ações da categoria para o cumprimento de acordo coletivo de 2018 para os trabalhadores da rede de hospitais universitários federais, cuja data-base de negociação venceu ontem.
De acordo com o técnico em enfermagem Fábio Júnior Soares, o HC/UFTM faz parte da rede de 39 hospitais universitários federais geridos pela Ebserh em todo o país. Ele explica que dia 1º de março é a data-base de negociação salarial, porém alerta que o acordo coletivo de trabalho de 2017 não foi totalmente fechado. “Houve mobilizações no ano passado e foi protocolado o dissídio coletivo no TST (Tribunal Superior do Trabalho), o qual ainda não foi julgado, sendo que a data-base foi 1º de março de 2017. E dia 1º de março de 2018 ainda não temos o índice de reajuste anterior e aguardamos que dia 12 de março o dissídio seja julgado para termos esse índice, retroativo a março de 2017”, esclarece.
Para Fábio Soares, a empresa demonstra que não tem compromisso com seus trabalhadores, porque já venceu a data-base de 2018 e não há previsão de acordo novamente. “[Em reunião] no dia 6 de fevereiro, na sede da Ebserh, foi passado para nós que, enquanto não houvesse o julgamento do dissídio no TST, a empresa não iria apresentar uma proposta de reajuste salarial. Por isso, foi decidido que neste dia 1º de março seria feita uma mobilização nacional em todas as unidades filiadas à rede Ebserh para demonstrar que estamos insatisfeitos. O próximo passo que queremos dar provavelmente será uma paralisação, agora foi apenas um recado para a empresa”, frisa o técnico em enfermagem do HC.
Em 2017, a greve no Hospital de Clínicas da UFTM, que possui 1.000 funcionários ligados à Ebserh, foi iniciada em setembro, após tentativas de negociação salarial por nove meses. Na época, em resposta à pauta nacional da categoria, a empresa apresentou proposta de reajuste zero nos salários e ainda falam em corte de benefícios, como vale-alimentação e auxílio creche. Isso motivou o Sindicato dos Trabalhadores Ativos, Aposentados e Pensionistas do Serviço Público Federal no Estado de Minas Gerais (Sindsep-MG) a ajuizar o dissídio coletivo para resguardar direitos dos funcionários em atividades nos hospitais universitários federais.

Postado originalmente por: JM Online

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