Vai a júri no dia 11 homem acusado de matar comerciante

Sessão do Tribunal do Júri de Ederson Alves da Silva, vulgo “Dersin”, foi designada pelo juiz da 1ª Vara Criminal, Ricardo Cavalcante Motta, para o dia 11 de abril, às 13h. Ele vai a julgamento popular pelo homicídio duplamente qualificado de Rodrigo Destro Marques, de 36 anos. O comerciante foi alvejado com cinco tiros no momento em que saía de um pet shop, no bairro Santa Maria, para entrar em seu veículo. O crime ocorreu por volta de 12h15 de 7 de janeiro de 2016.
Os pais de Rodrigo Destro vêm pedindo justiça publicamente e esperam a condenação máxima do réu. Para o julgamento, a família terá o apoio dos advogados criminalistas Juliana Alves Castejon e Leuces Teixeira de Araújo, que serão assistentes de acusação.
Conforme denúncia do promotor Laércio Conceição Lima, armado e disposto a praticar vingança, Ederson Alves da Silva teria preparado uma emboscada para desferir vários disparos contra a vítima, o que resultou em sua morte. O réu teria descoberto um relacionamento amoroso entre sua então ex-companheira e a vítima, razão pela qual teria passado a ameaçar o comerciante de morte e a persegui-lo para efetivar sua vingança.
O comerciante teria ido até um pet shop na rua Goiás buscar um cachorro que fora deixado no local pela manhã. A vítima saiu a pé, em direção à rua Pernambuco, onde seu veículo estava estacionado. Quando chegava ao carro, o comerciante foi abordado, pelas costas, por Dersin, que havia descido da motocicleta e caminhado até o cruzamento das duas ruas a fim de esperar a chegada de Rodrigo ao veículo. Testemunhas contaram que no momento em que viu a vítima, Dersin teria efetuado os disparos e depois fugido na garupa de uma motocicleta, pilotada por um homem não identificado. Na ocasião, nenhum pertence do comerciante foi levado.
O promotor ainda pediu indenização de 100 salários mínimos, o equivalente a R$88 mil, conforme valor da época, a título de danos materiais e morais a ser pago aos familiares de Rodrigo. A vítima era um dos proprietários da loja Regina Bijuterias, na avenida Leopoldino de Oliveira. O crime causou grande comoção e ganhou repercussão pelo fato de seus pais serem conhecidos comerciantes da cidade.

Postado originalmente por: JM Online

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