Governo gasta por mês R$8 mil reais com menor bandido e R$366 com estudante

Em coluna publicada nesta quinta (10), no Jornal Gazeta do Oeste, Sílvio França fala sobre a inversão de valores que ocorre hoje na sociedade brasileira, onde o Estado gasta mais na recuperação de um menor que cometeu crimes do que na formação de cidadãos. Confira:

Lei a coluna na íntegra:

“Inversão de valores

Quanto mais de violência será necessário para entenderem que não existe medida socioeducativa eficiente no país? O Estado gasta rios de dinheiro em um sistema que não funciona e a cada dia que passa temos novas provas de que muitos casos são irreversíveis. A mais recente delas é a tentativa de homicídio contra um agente da “Florinha”, em Divinópolis. Uma clara demonstração de que o menor não só não se ressocializou como também se vingou.

Várias fugas e tentativas nas últimas semanas no mesmo estabelecimento também apontam para o fato de que nenhum dos “meninos” que lá estão pretende se regenerar. A maioria já   decidiu por qual caminho quer seguir na vida e só cabe agora a nós cidadãos, aguardar para ver quem vai ser vítima deles. Quem vai ser assassinado, ter a casa roubada ou a filha estuprada.

Está cada vez mais claro que Direitos Humanos é uma expressão inventada para se referir a direito dos bandidos porque pelo que tudo indica, aos olhos da lei, as vítimas das atrocidades cometidas por criminosos, muitas vezes menores de idade, não são seres humanos. Ou também receberam amparo do estado os familiares da idosa atropelada em Ermida, o garoto João Hélio arrastado preso a um carro ou a menina que foi estuprada na frente do namorado que em seguida teve a cabeça arrancada por menores de 17 anos?

Em conversa recente com um dos chamados “defensores dos direitos humanos”, ele chegou a dizer que os criminosos são minoria, que a maioria dos adolescentes quer estudar e trabalhar. Sim, é verdade, concordo plenamente. A maior parte dos jovens é do bem e justamente por isso entendo que não faz sentido o estado gastar esta fortuna com uma minoria que só traz perturbação social e prejuízos.

Enquanto para cada estudante o Estado desembolsa cerca de R$ 4.400 por ano, aproximadamente R$ 366 por mês, os jovens que cometeram atos ilícitos custam R$ 8.000 por mês, ou R$ 96 mil por ano. Segundo a Subsecretaria de Atendimento às Medidas Socioeducativas (Suase), a explicação é que o menor infrator depende de uma estrutura muito maior do que os alunos da rede pública. Ele precisa de psicólogo por exemplo. Os problemas dos outros que não são bandidos não valem esse gasto.

Acredito que boa parte dos cidadãos fica indignado ao ler sobre estes números. Imaginar que os altos valores de impostos que pagamos é convertido para sustentar bandidos que depois de soltos vão voltar a nos atormentar ao invés de serem investidos na educação de nossos filhos, em uma rede de saúde eficiente ou mesmo em mais segurança para nos proteger destes delinquentes.

Nos Estados Unidos, cada estado tem autonomia legal para legislar sobre maioridade penal. Pelo menos 33 não regulamentam nenhum tipo de idade mínima ou máxima para punir jovens infratores. Com a medida, adolescentes podem ser submetidos aos mesmos procedimentos dos adultos, inclusive com a imposição de pena de morte ou prisão perpétua. No Brasil, bandido que estupra adolescente e arranca cabeça do namorado dela recebe medida socioeducativa, o mesmo vale para o que atropelou e matou a idosa em Ermida.

Um dos argumentos de quem é contra a redução da maioridade penal é o de que colocar adolescentes com bandidos apenas os tornaria piores e dificultaria a reabilitação. Puro engodo já que o que percebemos é que muitas vezes o menor já está dando aula para o adulto e que reabilitação tem resultados pífios e caros. Afinal, levar para o cineminha e para tomar sorvete na pracinha dificilmente vai convencer um dos meninos acostumados a ganhar dinheiro com o tráfico a abrir mão do seu três oitão. Recentemente um deles fugiu durante um desses passeios.

Fica a reflexão sobre esta inversão de valores, onde pagamos mais para recuperar um bandido sem recuperação do que para a educação e oportunidades para nossos próprios filhos. Afinal, o dinheiro que custeia essa farra é nosso, obtido através dos impostos que pagamos.”

Postado originalmente por: Minas AM/FM

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