Pequenos ajustes, para grandes saltos, essa é a missão de Gabriel Coelho

A palavra pequeno parece estar a todo momento na cabeça de Gabriel Evangelista Coelho, 13 anos, meia da equipe do Vasco da Gama, em campo um gigante em defender a equipe. Querido e ao mesmo tempo temido por todos, ele tem a mente fixa em seus propósitos. Sabe ele dê suas limitações e já criou sua metodologia: Fazer melhor, sempre. Condição que o faz o mais cobiçado das equipes de base de Divinópolis.

Gabriel se julga fisicamente pequeno, então ele desenvolve outras habilidades até que a natureza faça o trabalho dela. O foco dele em fazer o melhor, sempre, o destaca entre muitos jogadores da categoria, não somente dentro do elenco Cruzmaltino, afinal é preterido no Palmeiras e Flamengo, e já se encaminha para o Guarani. O Bugre vai trabalhar a categoria 2002, sendo um ano a frente, isso gera dificuldades bem maiores e as recompensas também são avaliadas.

A facilidade dele em se ajustar dentro da partida, faz ele se destacar. Em poucos minutos de bola rolando, já encontra o seu espaço, planeja e muitas vezes executa as melhores jogadas. Na mesma velocidade de raciocínio escapa das marcações. Se um time já o conhece o alerta vem das arquibancadas. Foi assim na classificação da categoria 2002 do Vasco da Gama frente o Flamengo. Ele entrou e ajustou o time para a vitória.

Consciente de tudo isso ele visitou os estúdios do Sistema MPA e falou sobre o ano de 2016. Para ele, no geral foi bom, poderia ter sido melhor em questão de resultados. “Foi um ano de muito aprendizado, infelizmente perdemos muitas finais em pênaltis e lances bobos”, reconheceu e dedicou as boas atuações dele na metodologia de fazer bem feito. “Isso veio sem eu perceber, tento somente jogar e ajudar meus amigos e tentar vencer sempre, se fui destaque é fruto dos treinamentos”, considerou.

Para entender melhor a forma de ele fazer esse ajuste rápido, basta ver as inspirações, ele demonstrou admirador de Phillipe Coutinho, primeiro pelo porte físico e depois pela habilidade. “Pequeno, meia e sempre ele pensa em armar o jogo, claria para a direita para armar o jogo”, detalhou.

Se dentro do campo ele tem toda astúcia para resolver uma partida, fora dele não é tão fácil escolher. Ainda negocia com o Vasco da Gama a permanência dele, já recebeu o convite de vários times locais. “Não sei onde vou jogar, tenho muitos amigos no Palmeiras, no Flamengo, não resolvi com o Vasco da Gama, tem o Guarani que pode ser, mas isso depende do ano da categoria, pode ser bom para eu ganhar experiência, ter maldade e ficar mais forte”, considerou.

No alto de seus 1,55m. Pesando 43kg. Filho de jogador de futebol, Valmir Coelho era o camisa 10 do Quilombo nos memoráveis jogos da Copa Rural, quando era a principal competição do centro oeste mineiro e reunia milhares de pessoas pelas comunidades divinopolitanas. Não só o DNA, habilidade, a consciência e principalmente a sincera humildade (qualidade rara) são suficientes para escrever a história, quando se depende de outras pessoas para se ingressar na realidade, como qualquer outro garoto ele tem o mais simples dos sonhos: “Ser um jogador profissional e ainda tenho a esperança. Eu me dedico muito ao futebol, faço de tudo, treino quatro vezes por semana e meu sonho sempre foi ser jogador profissional, estar em uma base de um time forte”, disse Gabriel.

Se 2016 foi bom, o 2017 será ainda melhor, se Gabriel mesmo não percebeu as mudanças que ele fez é porque vive a primeira metodologia desenvolvida por ele mesmo. Entrar em campo, jogar bola, a preocupação única: vencer o jogo. Já o mundo extra campo, que só enxerga o próprio pedaço e não um todo, entrega nas mãos dos deuses do futebol, que fizeram do baixinho Romário um gigante da bola.

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Portado originalmente em: http://www.sistemampa.com.br/esporte/categoria-de-base/pequenos-ajustes-para-grandes-saltos-essa-e-a-missao-de-gabriel-coelho/

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