Número de postos de trabalho ainda oscila em SJDR

O mercado de trabalho dá sinais de respirar mais aliviado em São João del-Rei. Isso porque a cidade fechou o primeiro trimestre de 2017 perdendo apenas sete postos de emprego com carteira assinada. Em outras palavras, o total é 95% inferior ao registrado nos primeiros três meses de 2016, quando essa soma chegou a 138 postos de atuação.

Ainda assim, os números pedem cautela pelo menos por enquanto. Para o professor e economista Aluízio Barros, que realizou o levantamento desses dados junto ao Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, todo o cenário pode ser descrito como sinalizando “estabilidade no fundo do poço”.

Isso porque embora os números deste ano sejam muito melhores que os do ano passado, ainda são resultado de um cenário oscilante entre contratações e demissões no mercado são-joanense.

Oscilação
Na prática, a cidade terminou o período de janeiro a março com 1.502 admissões frente a 1.509 demissões. Ou seja: na ponta do lápis, houve mais desligamentos que novas contratações, o que significa que a cidade fechou sete ocupações com carteira assinada nos primeiros 90 dias de 2017.

O saldo é baixo, mas esconde certa instabilidade. De acordo com Barros, o município chegou a registrar alta de novas admissões no mês de fevereiro, com 84 contratações acima do total de desligamentos. Por outro lado, ainda amarga resultados de janeiro e março, que terminaram com mais demissões que contratações (saldo de 91, no total).

Setores
Ainda conforme o levantamento junto ao Caged, o setor com maior número de baixas continuou sendo o comércio, que terminou 2015 com menos 125 postos e 2016 com queda de 169. Isso quer dizer que essa parte do mercado somou com mais demissões que contratações, mesmo contando com os empregos temporários do Natal, por exemplo.

Esse fenômeno, aliás, explica a matemática flutuante do comércio quando o assunto é empregabilidade.

Até março de 2016, o Ministério do Trabalho havia registrado a extinção de 220 vagas no setor, número que acabou amenizado com a abertura de novos postos no decorrer dos meses seguintes, mesmo que de forma tímida. Daí um saldo negativo menos dramático posteriormente.

Por agora, de acordo com Barros, os resultados seguem tendendo ao otimismo. De janeiro a março de 2017, a queima de postos de trabalho no comércio caiu para 103. Ou seja, quase 50% do verificado no primeiro trimestre de 2016.

País
O momento, portanto, é de espera. E segue as mesmas tendências nacionais. “O Brasil perdeu 63.624 vagas de emprego em março após registrar resultado positivo em fevereiro, com 35.712 vagas. Além disso, no primeiro trimestre do ano, o saldo negativo de 64.378 postos de trabalho eliminados é bem menor do que a perda de 303 mil no primeiro trimestre de 2016”, lembra o professor e economista.

Ele acrescenta, ainda, que a perspectiva é de melhora gradual no cenário brasileiro, influenciando o mercado local. “Há sinalização positiva para saída da recessão. Uma das razões é a queda da taxa básica de juros ocasionada pelo controle da inflação. Ao sentir firmeza na reativação econômica, o empresário contrata novos trabalhadores”, diz.

Em uma análise geral, São João del-Rei tinha até 1º de janeiro 15.975 pessoas atuando formalmente, com carteira assinada, em pouco mais de 4 mil estabelecimentos.

Fonte: Gazeta de São João del Rei
Foto: VAN/Natália Resende

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Postado originalmente por: Rádio São João del Rei

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