Trabalhadores da Belmont/Canaã aprovam proposta da empresa

Com 21 (59%) votos favoráveis e 15 (41%) contrários os trabalhadores da Belmont Mineração e Canaã Mineração aprovaram a proposta conjunta do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2017/2018 em assembleia organizada pelo Sindicato Metabase de Itabira e Região nesta terça-feira (19).

A contraproposta da empresa foi apenas a recomposição do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 1,73% e um piso salarial de R$ 1.100,00. Segundo o diretor tesoureiro do Metabase, Carlos Roberto Assis Ferreira “Carlão” a proposta da empresa é muito ruim e não valoriza os trabalhadores.

“A empresa protelou as negociações com o intuito de aplicar a nova legislação trabalhista, mas nós não aceitamos neste acordo. A empresa apresentou a recomposição de 1,73% segundo o INPC, mas essa inflação é técnica, por que estamos em época de recessão, com muitos desempregados e é uma inflação que não condiz com realidade dos trabalhadores”, reclamou o sindicalista.

Já o diretor de imprensa e comunicação, Marcos dos Santos Oliveira “Marcão” a contraproposta aprovada manterá o arrocho salarial da categoria.

“Lamentavelmente foi apresentada uma proposta ruim, que manterá o arrocho salarial, mas o Metabase teve uma postura firme, com dedicação nas mesas, rejeitamos as propostas anteriores, mas chega um momento que precisamos sair das mesas e trazer para os trabalhadores decidirem os rumos do acordo. Foi uma proposta ruim, mas pedimos que os trabalhadores participem mais das assembleias a partir de agora que a nova legislação poderá tirar direitos”, alertou o diretor.

A pauta entregue à empresa cobrava o reajuste com base na recomposição das perdas inflacionárias segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de setembro de 2016 a 31 de agosto em 1,73%, mais 5% de ganho real. O piso salarial cobrado era de R$ 1.200,00 e o cartão alimentação R$ 350,00.

Sindicato patronal- Na última segunda-feira (18) o Sindicato Metabase de Itabira e Região fechou a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) com o Sindicato da Indústria Mineral do Estado de Minas Gerais (Sindiextra) com data base em agosto. O atraso no fechamento da convenção, criticou os dirigentes do Metabase, foi devido a tentativa de aplicação da nova legislação trabalhista já nestas negociações.

A contraproposta foi aceita depois de muitas rodadas de negociações e fechou na recomposição salarial de 100% das perdas inflacionárias segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), apurado pelo Instituto Brasileiro de

Geografia e Estatística (IBGE) que fechou em 2,08% e um piso salarial de R$ 1.125,00, além da manutenção das demais cláusulas da convenção.

Postado originalmente por: Ronniel Nascimento

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