Milhões de mineiros aguardam retomada do auxílio “coronavoucher” no Estado

Valor concedido deve ser fixado em menos da metade do que era pago ano passado

A possibilidade da retomada do pagamento do auxílio-emergencial pelo governo federal, para amenizar os efeitos econômicos da pandemia, traz uma esperança para cerca de 5,3 milhões de mineiros que recebiam o benefício, em 2020, e que agora passam por dificuldades para honrar com as contas do dia a dia.

A pesquisa realizada pelo IBGE, PNAD-Covid, mostrou que quatro a cada dez famílias do Estado tinham pelo menos um integrante recebendo o auxílio, no ano passado.

O governo já anunciou que encaminhará ao Congresso proposta para redistribuição de um “coronavoucher”, a ser pago a partir de março. O valor deve ficar entre R$ 200 e R$ 250 ao mês, em quatro parcelas – menos da metade da quantia inicial fixada em 2020, de R$ 600 –, beneficiando um total de 40 milhões de pessoas em todo o país.

Nessa terça-feira (22), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou que a expectativa é que a proposta seja enviada ainda nesta semana. “Há uma tendência muito clara no Congresso da importância para o país da aprovação do novo auxílio”, declarou Pacheco.

As estimativas do Palácio do Planalto e da equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, são de que o benefício custe R$ 40 bilhões à União. Para o economista Hélio Bern, tal impacto tem que ser analisado. “Já temos um grande déficit nas contas públicas e o auxílio vai ampliá-lo. No entanto, o benefício é algo que não pode deixar de ser repassado às pessoas de baixa renda, neste momento”, salienta o economista.

 

 

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