Dia Nacional de combate busca conscientizar sobre malefícios provocados pelo tabagismo

Dentre as drogas conhecida pela medicina, a nicotina é aquela que tem maior potencial de causar dependência. O cigarro está envolvido em diversas doenças, como 90% do câncer de pulmão, 30% de todos os cânceres em outros órgãos do corpo humano, cerca de 25% dos infartos do miocárdio, 25% dos casos de derrame cerebral (AVC) e 85% dos casos de enfisema pulmonar.

Esses são alguns dos malefícios causados pelo cigarro e citado pelo médico pneumologista de Manhuaçu, Dr. Leonardo Pinheiro Nunes. Tais índices servem para nortear o significado do Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado nesta
quinta-feira, 29.

De acordo com o especialista, o cigarro é uma pandemia (enorme epidemia ou surto), pois o índice de tabagistas vem crescendo em países em desenvolvimento, nações asiáticas – em especial a China, e países europeus. Porém, no Brasil a incidência de fumantes reduziu drasticamente, conforme explica o médico pneumologista.

Segundo ele, na década de 80 cerca de 35% dos adultos eram fumantes no país e o último censo realizado em 2017 estima que a taxa de incidência gira em torno de 10% da população brasileira. “Isso às custas de políticas públicas como o aumento da taxa de impostos sob o cigarro, uma lei de 2011 que impôs restrição do fumo em ambientes fechados e a proibição de publicidade e propaganda em veículos de comunicação e patrocínios de esportes. Essas medidas ajudaram a reduzir a taxa de incidência”, disse.

A respeito dos efeitos em jovens e adolescentes Dr. Leonardo Pinheiro salienta que a taxa se mantém inalterada, muito embora a propaganda que recai nos mais jovens, em vista de alocar novos usuários, foi limitada. “Por outro lado, existe o estímulo da Internet e também as novas formas de uso, a exemplo do cigarro eletrônico – um estimulante para o jovem que acha saudável em fazer uso do aparelho e desconhece os diversos componentes nocivos à saúde que o produto possui, como a grande quantidade de nicotina, glicerol e propilenoglicol, componentes considerados
cancerígenos”, enfatiza.

Fumantes passivos

Antes o incômodo fosse apenas o cheiro forte impregnado nas roupas e no cabelo. Mas os problemas são muito mais graves para quem é obrigado a conviver com a fumaça do cigarro dos outros. “O fumante passivo corre tantos riscos quanto o dependente em tabaco. Muitas vezes até mais do que o próprio fumante”, afirma o pneumologista.

Reações como tosse, irritação nos olhos, dor de cabeça, coriza, agravamento de doenças respiratórias e náuseas são os chamados sintomas de curto prazo para os fumantes passivos. De acordo com o especialista, esses riscos aumentam quando os fumantes se concentram em lugares fechados ou pequenos, como festas ou dentro do carro. “Se a pessoa acha que só os fumantes correm risco de ter câncer, está muito enganada. O ambiente onde outra pessoa acabou de fumar contém as mesmas substâncias inaladas pelo dependente. E pior: em maior quantidade. Os cânceres relacionados à inalação da fumaça do cigarro são os de pulmão, vias aéreas e brônquios, fígado e bexiga”, reitera o médico pneumologista.

Danilo Alves

Postado originalmente por: Tribuna do Leste – Manhuaçu

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