Campanha arrecada doações para tratamento de câncer

Foram as fortes dores de cabeça que levaram o encarregado de construção civil, Elivelton Xavier, 27 anos, a descobrir que tinha um glioblastoma (GBM) – um tumor maligno cerebral, em setembro do ano passado. Foram muitas idas ao Hospital de Pronto Socorro (HPS) e à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), até que ele chegasse às mãos de um neurologista e ao diagnóstico. Mesmo após passar por procedimento cirúrgico, Elivelton precisa seguir o acompanhamento médico e a realização de exames periódicos, o que tem gerado muitos gastos para a esposa que, com a ajuda de amigos, realiza uma campanha de financiamento coletivo, disponível no link, com o intuito de tornar o tratamento menos extenuante para ele.

“No dia 20 de setembro de 2018, ele estava com hidrocefalia e precisou ser internado às pressas no HPS, onde ficou aguardando uma vaga. Foi operado uma semana depois e começou o tratamento. Lá foi feita a biópsia que confirmou o problema. Foram 23 sessões de radioterapia, no entanto, o tumor não diminuía”, contou a esposa de Elivelton, Dayane Monteiro Viana da Silva, vendedora, de 29 anos. Depois disso, outro médico fez uma cirurgia em Elivelton e conseguiu retirar todo o tumor. Mas houve um problema com a coagulação, e o paciente teve uma trombose pós-cirúrgica. “Ele teve que ser internado novamente e foram mais quatro meses internado”, acrescenta.

Desde então, ele passa por uma rotina de exames e consultas de controle, que são difíceis de acessar pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e têm alto custo nas clínicas particulares, conforme Dayane. “Cada ressonância custa, aproximadamente, R$ 700, e eu ainda tenho dois filhos pequenos, uma menina de dois anos e um menino de sete anos. Tive que parar de trabalhar para cuidar de Elivelton.”

A ideia da vaquinha virtual veio de um amigo, que precisou recorrer ao mesmo mecanismo. “Eu não estou dando conta. Não consegui a ressonância que ele precisa fazer, porque o plano (de saúde) que eu tive que fazer, sem poder, está com o pagamento atrasado. Minhas contas também estão atrasadas, e ele precisa do controle sério para continuar na luta. Pesquisei na internet um site seguro, para que não tentassem nos enganar e tirar dinheiro em cima da dor. Agora estamos compartilhando a vaquinha e correndo atrás.”

Esperança para vencer

Dayane comenta que suas esperanças se movem em conseguir cuidar de Elivelton enquanto a medicina avança e possa vir a dar caminhos para o tratamento. “Ele é muito jovem, nunca fumou, se movimenta muito. Tem muitos fatores em favor dele e temos que lutar. Temos dois filhos e tenho que ter ele ao meu lado e ao lado das crianças.” Por ter ficado muito tempo acamado, em uma ala do hospital em que conviva com pacientes terminais e presenciando muitas perdas, Elivelton também luta contra a depressão. Agora, permanece em casa, mas segue o acompanhamento com os médicos regularmente.

“O que ele viveu e viu foi muito assustador. Faz pensar muitas coisas. Estou tentando dar o máximo de conforto para ele. Nós nunca ouvimos falar sobre essa doença, faz um ano que ele passou pela cirurgia e nossa vida mudou radicalmente. Sabemos que ele está vivo pelo poder de Deus. É ruim ficar pedindo, ficamos sem graça, mas precisamos tentar”, afirma Dayane. A vaquinha virtual fica disponível até o último dia do ano. O objetivo é arrecadar R$ 15 mil para as despesas citadas por Dayane.

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Postado originalmente por: Tribuna de Minas – Juiz de Fora

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