Igrejas evangélicas e católicas suspendem celebrações em JF

O decreto publicado pela Prefeitura de Juiz de Fora na quarta-feira (18) proíbe o funcionamento de igrejas e demais templos religiosos para evitar aglomerações, em esforço para tentar deter o avanço do coronavírus na cidade. Por meio de nota, o Conselho de Pastores de Juiz de Fora (Conpas) afirmou estar de acordo com a decisão nesta quinta (19). No início da semana, a Arquidiocese de Juiz de Fora já tinha divulgado nota em que suspendia a realização de celebrações, inicialmente, até 20 de abril.

De acordo com o presidente do Conpas, o pastor Charles Marçal, foi realizada uma reunião com pastores de várias denominações. Eles adotaram todas as medidas indicadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde e levantaram as ações que estão sendo colocadas em prática. Entre elas, o Conpas decidiu suspender suas atividades, bem como, cultos, liturgias e qualquer outro ato que venha promover aglomerações.

Segundo o Marçal, a intenção é obedecer o decreto. “Determinamos que os templos vão permanecer abertos apenas como um pronto socorro espiritual. Mas nós suspendemos todas as atividades que venham a aglomerar pessoas. Nos colocamos à disposição para atender à sociedade juiz-forana. Na verdade, também nos comprometemos a manter todos os contatos, inclusive por meio de mídias sociais, e falar sobre o coronavírus, abordando prevenção e a cautela.”

Ele ainda acrescenta que esse é um momento de introspecção. “Nós todos temos que observar o quão vulneráveis somos e precisamos repensar a maneira como estamos vivendo. É o momento de nos voltarmos para Deus, porque só a presença dele para trazer o homem de volta à sua essência e à sua humildade.”

A mensagem que é repassada por meio das redes sociais destaca a fé como um fator que eleva a imunidade. “(…) e pode ser uma arma fundamental em um momento de isolamento, onde muitas vezes o indivíduo poderá desenvolver um quadro depressivo, tornando-o assim ainda mais vulnerável à patologia.”

Carta aos fiéis católicos

Seguindo as orientações das autoridades eclesiásticas e sanitárias, a Arquidiocese de Juiz de Fora suspendeu, inicialmente até 20 de abril, todas as missas, encontros e ações de formação, como a catequese. A decisão foi tomada na véspera das celebrações de São José, lembrado nessa quinta-feira (19). A carta divulgada pela Arquidiocese ainda instrui a população a adiar casamentos, batizados e crismas, quando for possível. Se celebrados, esses eventos devem ter a participação de poucas pessoas.

As visitas religiosas aos hospitais e lares também estão suspensas até segunda ordem. Os velórios, segundo a Arquidiocese, devem ser feitos apenas por familiares. As igrejas ficarão abertas para que as pessoas possam fazer suas orações individualmente, mas sem nenhuma forma de aglomeração. Orações comunitárias, como os terços, devem ser feitos individualmente também.

A carta é assinada pelo arcebispo metropolitano de Juiz de Fora, Dom Gil Antônio Moreira, que afirma que, enquanto durar o período de contágio com a orientação de isolamento social, os fiéis estão dispensados do preceito sagrado de participar das missas dominicais.

De acordo com o comunicado, os padres devem celebrar uma ou duas missas por dia, em caráter interno, com cerca de cinco pessoas autorizadas ou convidadas, para que peçam a Deus pelo fim da pandemia e proteção da população. Essas pessoas serão orientadas a se posicionarem com a devida distância uma da outra.

Os fiéis católicos também são incentivados a seguir as missas diárias pela TV e por outros meios de mídia. Por meio da WebTV ‘A Voz Católica’, as pessoas podem acompanhar as missas, inclusive aos domingos, direto da Catedral de Santo Antônio. Os católicos também podem solicitar a concessão individual da comunhão fora da missa, combinando o horário antecipadamente com a paróquia.

Recomendações

Há a recomendação de uso de máscaras pelos padres, durante as confissões auriculares. Para quem tem 60 anos ou mais ou apresentar sintomas de resfriado ou gripe, o conselho é de que deixem a confissão para outra ocasião.

Dom Gil também aconselha a todos, em especial as pessoas que estão em grupos de risco, que evitem ao máximo sair, mas que não deixem de orar e praticar a solidariedade. Ele lembra que há muitas crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. Com as escolas fechadas e, portanto, sem merenda, eles podem ficar desassistidos. Por isso, o arcebispo incentiva paróquias e quem puder a ajudar o Instituto Padre João Emílio com a doação de cestas básicas, para destinar a 147 crianças carentes inscritas na instituição. Os interessados podem fazer contato pelo telefone (32)3229-5450.

Postado originalmente por: Tribuna de Minas – Juiz de Fora

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