JF e região ganham centro integrado de leitos hospitalares

De acordo com o governador, a Macrorregião Sudeste, que atende a 94 municípios, é a primeira do Estado a receber o sistema integrado de regulação de leitos hospitalares (Foto: Fernando Priamo)

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência da Macrorregião Sudeste de Minas Gerais (Samu/Cisdeste) inaugurou, nesta quinta-feira (8), em Juiz de Fora, o Centro de Regulação Integrada em Saúde. A integração das redes de regulação de leitos do Município, do Estado e do próprio Samu/Cisdeste era uma reivindicação antiga da Macrorregião Sudeste de Minas. O objetivo é otimizar o atendimento em ocorrências de urgência, ou seja, transportar os pacientes atendidos diretamente para uma unidade hospitalar em que há vagas disponíveis. O evento contou com a presença do governador Romeu Zema (Novo), do prefeito Antônio Almas (PSDB), do secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, e do secretário adjunto de Estado de Saúde, Luiz Marcelo Cabral Tavares. O coordenador-regional das Promotorias de Saúde da Macrorregião Sudeste, promotor Rodrigo Barros, também estava presente.

Conforme Zema, o Centro de Regulação Integrada em Saúde deve evitar a ocorrência de óbitos ao evitar a sobrecarga da rede hospitalar. “No passado, o que ocorria era tanto uma viatura do Samu como outra do Corpo de Bombeiros se deslocarem simultaneamente para uma mesma localidade devido à falta de conversa e de integração. E, com este trabalho, a regulação de leitos vai ficar mais eficiente, e, com certeza, no decorrer de alguns anos, vamos evitar muitos óbitos. Muitas vezes, os óbitos ocorrem por sobrecarga do sistema, e a maior eficiência evita justamente esta sobrecarga. Para mim, é um prazer estar lançando este novo tipo de sistemática. É um protótipo. Implantado e funcionando, com certeza, vai ser estendido para as outras 13 macrorregiões de saúde do Estado.” De acordo com o governador, a Macrorregião Sudeste, que atende a 94 municípios, é a primeira do Estado a receber o sistema integrado de regulação de leitos hospitalares.

Como explica o secretário de Saúde, Carlos Eduardo, anteriormente, a regulação passava por três instâncias: a municipal, a estadual e a do próprio Samu/Cisdeste. “Supondo: se o Samu fizesse algum socorro, chegasse em um hospital, e a unidade estivesse cheia, o paciente teria que ser removido para outras. O paciente dependia da central de regulação municipal. Se a pessoa vinha de outras cidades do entorno, tinha que passar pela regulação estadual, e, depois, pela municipal, para que o paciente pudesse ser alocado em algum leito. Agora, as regulações continuam existindo, mas o servidor do Estado junto ao da Prefeitura vão ficar frente a frente, o que vai evitar o tempo de ligação telefônica ou o tempo de ligação de operação dentro do sistema do SUS-Fácil.”

Lógica operacional

O secretário de Estado de Saúde não soube informar os valores aportados pelo Governo estadual. “O investimento financeiro foi muito pequeno. Fizemos apenas uma reestruturação da rede. Deslocamos toda a rede para cá. O que para nós, hoje, é muito importante, é a lógica operacional. Queremos encerrar qualquer tempo de transição entre uma central de regulação e outra. Nós teremos a central dos Bombeiros, 193, que já era vinculada à do Samu, e teremos ainda a central municipal e a estadual. A nossa intenção aqui é que, a partir do momento que alguém precise de uma vaga, todos os atores estejam juntos, unificados e com facilidade de comunicação, para conseguir uma vaga para qualquer cidadão.” A Central Integrada, inclusive, já está em funcionamento.

Traslado e vagas

O presidente do Samu/Cisdeste, Honório de Oliveira, explica que a implementação da Central Integrada permitirá maior otimização tanto do traslado do paciente a um hospital quanto da disponibilidade de leitos para internação. “A mudança é muito grande, principalmente para os municípios que fazem parte da Macrorregião Sudeste. Era muito comum que os pacientes ficassem agonizando em pequenos hospitais de cidades menores aguardando vagas. O paciente dependia de vagas que estavam ora no Município, ora no Estado. O Samu, às vezes, chegava a transportar o paciente, mas, ao chegar em determinado hospital, não havia vaga. Hoje, como a regulação veio para dentro do Cisdeste, o traslado do paciente e a vaga no hospital são regulados. Ganharemos tempo, economia financeira e maior objetividade ao chegar diretamente no paciente, que precisa. O Samu trabalha para salvar vidas. Então, quanto mais rápido acontecer, é muito melhor.”

Zema visita Imbel

Em sequência à agenda de compromissos em Juiz de Fora, Zema visitou, ainda nesta quinta, a Indústria de Material Bélico do Brasil (Imbel) de Juiz de Fora, localizada no Bairro Benfica, Zona Norte. Conforme informado em nota pela indústria de material bélico, o diretor-presidente da Imbel, general Aderico Mattioli, e o chefe da fábrica de Juiz de Fora, coronel Clevis Pedro Cruz Melo, apresentariam ao governador o portfólio das cinco unidades de produção da Imbel de Juiz de Fora, bem como as suas instalações – “área fabril, depósito, paióis e o projeto de implantação de uma nova planta de carregamento.

Zema disse que esta foi sua primeira visita a uma fábrica de munições e armamentos. “É um ramo que não conheço. Não sei se vende (armamentos) para o exterior, se atende apenas o mercado interno, ou, então, se somente as Forças Armadas. Uma das características das minhas visitas é que eu não pego um avião para fazer um compromisso; pego um avião para fazer cinco, seis compromissos. (…) A Imbel foi colocada (na agenda) porque é um ramo que eu tenho total ignorância a respeito. Quero conhecer melhor. Quem sabe, conhecendo, vamos ver oportunidades de a empresa crescer em Minas Gerais.”

Posteriormente, Zema ainda participou de compromissos partidários, uma vez que inaugurou a estrutura física do diretório municipal do Novo em Juiz de Fora.

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Postado originalmente por: Tribuna de Minas – Juiz de Fora

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