Saúde estuda estratégias para vacinação contra gripe

Terá início em todo país, na próxima segunda-feira (23), a Campanha Nacional de Vacinação contra o Influenza, vírus da gripe. O período para imunização foi antecipado pelo Ministério da Saúde, com o objetivo de auxiliar os profissionais de saúde a descartarem o Influenza na triagem de casos para o novo coronavírus (Covid-19). Apesar disso, a população tem ficado temerosa em relação a possíveis aglomerações de pessoas, principalmente idosas, nas unidades de saúde para receberem a dose da vacina. A circunstância vai de encontro às recomendações do próprio Ministério da Saúde, para que, principalmente, o público idoso, se preserve e evite sair de casa. Por outro lado, o órgão recomenda que os municípios adotem uma série de estratégias para evitar aglomerações durante a vacinação nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Cada município terá autonomia para definir quais medidas irá adotar, de acordo com sua realidade e cenário epidemiológico. Contudo, é recomendado que diferentes formatos de organização do processo de trabalho das equipes sejam adotados.

Questionada, a Secretaria de Saúde informou que a pasta tem estudado possíveis estratégias para minimizar o contato entre as pessoas durante a vacinação nas unidades de saúde. As medidas não foram detalhadas, entretanto, serão definidas até esta sexta-feira (20). Dentre as sugestões do órgão federal a serem adotadas, é citado a possibilidade de parcerias locais com instituições públicas e privadas a fim de descentralizar, das unidades de saúde, a aplicação de doses. Entre os possíveis parceiros estão os serviços de assistência social, instituições de ensino superior, as Forças Armadas e a rede de farmácias privadas.

A organização das UBS com horário de funcionamento estendido também está entre as recomendações, garantindo a oferta de vacinação na hora do almoço, em horários noturnos e finais de semana. Unidades com mais de uma equipe podem se organizar em escalas de trabalho flexíveis a fim de garantir o quantitativo de profissionais necessários para assegurar o acesso da população à vacina durante todo o horário de funcionamento do serviço. Outra recomendação é a disponibilização de um local específico na unidade de saúde para vacinação do idoso, pessoas com comorbidades, gestantes e puérperas, separados do local de vacinação direcionado aos demais grupos. Locais de convivência social (centro de idosos, igrejas, escolas) em locais abertos e ventilados e, inclusive, em Unidades Móveis da Saúde também integram as sugestões do Ministério da Saúde.

Campanha será dividida em três etapas

Na próxima semana, o público-alvo da campanha será idosos e trabalhadores da saúde. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), a meta é imunizar 90% do todo público prioritário da campanha, o que corresponde a aproximadamente sete milhões de pessoas em Minas Gerais. No estado, 2,3 milhões de pessoas fazem parte do grupo com 60 anos ou mais de idade e do grupo de profissionais de saúde são 460.500 pessoas.

A segunda fase da campanha terá início em 16 de abril. Nesta fase, o público-alvo serão professores das escolas públicas e privadas, profissionais das forças de segurança e salvamento e pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais.

A terceira fase, começará em 9 de maio. Deverão receber a vacina as crianças de seis meses a menores de seis anos, gestantes, puérperas, povos indígenas, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e adultos de 55 a 59 anos de idade.

A vacina contra a gripe reduz as complicações, as internações e a mortalidade decorrentes das infecções pela Influenza.

Postado originalmente por: Tribuna de Minas – Juiz de Fora

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