Secretaria de Educação lança plataforma Cadinho de Prosa

Parte do material que integra o projeto “Cadinho de Prosa” já está no ar. A iniciativa, construída em conjunto pela equipe de profissionais da Secretaria de Educação (SE) da Prefeitura, concentra uma série de materiais audiovisuais, que vão de contação de histórias à sugestões de atividades e livros digitais, entre outros formatos. O objetivo da ação é favorecer articulações pedagógicas das escolas com as famílias, crianças e jovens.

A intenção é criar essa comunicação, em temos de isolamento social, que seguirá depois da pandemia. “Nós esperamos que, independente da articulação que possa ser criada, o site possa ser uma fonte de consulta para as famílias, que possa promover interações. A ideia é relacionar conhecimento, arte e vida possíveis nesse momento”, destaca a subsecretária de Articulação das Políticas Educacionais da SE, Andréa Borges de Medeiros. Além disso, há o propósito de ampliar o projeto, fazendo com que ele se torne um programa de educação do município, que não se assemelhe a aulas remotas. Vale lembrar que a plataforma ainda está em construção, recebendo conteúdo.

“Nesse momento, queremos que as pessoas interajam com o site, escolham os materiais e disponibilizem para as crianças e jovens, para que essa ampliação aconteça e ocorra a criação de um repertório cultural”, salienta a subsecretária. O próximo passo, segundo Andréa, é inserir vídeos de práticas elaboradas pela secretaria, o que será feito em parceria com a Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora. “Vamos ter um programa de televisão com o mesmo nome ‘Cadinho de Prosa’. Ele vai ser uma possibilidade dos professores interagirem com as crianças e jovens diretamente nas suas casas.”

Além disso, há a construção de webinars, com assuntos voltados diretamente para a educação, sendo direcionados a professores e gestores educacionais. Haverá uma conversa com diretores de escolas nos próximos dias, para levantar a possibilidade de transformar essa interação em registro. Ele será importante no retorno das aulas presenciais, para que possa estabelecer vínculos para as conversas sobre o período de suspensão das atividades, relativas à Covid-19 e ao que acontece no mundo, em torno da pandemia.

O pensamento que norteia o projeto é a concepção de conhecimento constelar, que apresenta a ideia de amplitude, da construção de culturas em épocas distintas e também na atualidade. “Nesse caminho de conhecimento múltiplo e variável, que possamos dar as nossas contribuições e, a partir disso, as crianças possam construir suas próprias experiências, os seus olhares e os seus modos de ver. O que é proposto como invenção e criação, a partir dos vídeos, da contação das histórias.”

Outra intenção é que os próprios professores também partilhem os materiais com os alunos, por meio de contatos que estejam disponíveis, sejam eles virtuais ou físicos, como o que é adotado em algumas escolas, que apresentam novidades, fazendo com que as atividades sejam levadas às casas dos alunos. “Só não queremos que isso se torne uma camisa de força, que todos façam igual, as mesmas coisas. Porque, da mesma forma que as possibilidade de conhecimento são diversas, as maneiras das escolas encontrarem suas comunidades também é diversa”, salienta Andréa.

Conhecimento construído por várias mãos

O apoio do Conselho Municipal de Educação para essa empreitada foi pedido por meio de carta. A intenção é abrir o diálogo, para fomentar a construção do “Cadinho de Prosa” por várias mãos. A dificuldade em elaborar uma proposta como essa, segundo Andréa, é porque o trabalho não poderia partir da perspectiva de aulas remotas, ou de uma abordagem conteúdista, porque não seria possível incluir a todos. Mas, a partir do momento em que foi vislumbrada a viabilidade de oferecer essa articulação de conhecimento, arte e cultura, foi prazeroso fazer essa proposta singular

“Ele surge para nós como uma esperança de que a educação pode descobrir outras formas de chegar às famílias e despertar a curiosidade das crianças, de uma forma que não passe, necessariamente, por uma tarefa escolar, mas podendo ativar vários materiais culturais.”

Postado originalmente por: Tribuna de Minas – Juiz de Fora

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