Servidores da saúde mantêm greve em Minas Gerais

Os servidores estaduais de saúde decidiram manter a greve mesmo após reunião com o secretário de Estado de Planejamento e Gestão, Otto Levy, realizada na tarde desta quinta-feira (7). Em Juiz de Fora, as unidades do Estado funcionam com 30% dos atendimentos. Ainda nesta quinta-feira, o diretor estadual do Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (SindSaúde-MG), Fabiano Ponciano, informou à Tribuna sobre a continuidade do movimento, afirmando que o Governo irá elaborar um documento para o SindSaúde-MG, a ser debatido em assembleia com os demais servidores.

Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) confirmou o encontro com o secretário, explicando que o mesmo “comprometeu-se a realizar o pagamento do 13° de todos os servidores estaduais integralmente e na mesma data, ainda este ano, caso o Projeto de Lei 1205/2019, que tramita na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), seja aprovado nos moldes em que foi enviado pelo Governo, e respeitado o prazo limite de 14/11 para aprovação do PL”. Além disso, a pasta afirma que houve compromisso de diálogo sobre as demais reivindicações da categoria.

Os servidores estaduais da saúde demandam a isonomia de tratamento em relação à negociação estabelecida entre o setor de segurança e o Estado, que reconheceu as perdas inflacionárias da categoria, no percentual de 28,82%, e se comprometeu a recompor o índice. Além da negociação salarial, os servidores da saúde solicitam a extensão da Gratificação por Atividade de Gestão da Saúde (Gage) para todos os trabalhadores da SES e a revogação do decreto que estabelece regras para que os servidores do Estado sejam cedidos para organizações sociais.

A adesão à greve contempla os servidores da Fundação Ezequiel Dias (Funed), da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), do Hemocentro de Minas Gerais (Hemominas), da Escola de Saúde Pública de Minas Gerais (ESP) e da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), no Norte de Minas. Em Juiz de Fora, o movimento afeta o funcionamento do Hemominas, do Hospital Regional João Penido (Fhemig) e do Palácio da Saúde.

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Postado originalmente por: Tribuna de Minas – Juiz de Fora

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