UFJF suspende calendário letivo a partir desta terça

A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) anunciou, nesta segunda-feira (16), a suspensão, a partir desta terça, do calendário letivo da instituição no campus de Juiz de Fora, e a partir de quarta (18), no campus Governador Valadares, devido à pandemia de coronavírus (COVID-19). A suspensão foi sugerida pelo Comitê de Monitoramento e Orientação de Conduta sobre o COVID-19 após a confirmação de novo caso em Juiz de Fora. Em boletim epidemiológico publicado nesta segunda, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG) confirmou a infecção de homem de 30 anos. Anteriormente defendida pela instituição, a manutenção das aulas levou a críticas de discentes, docentes e técnicos-administrativos. O COVID-19 será retomado em reunião extraordinária do Conselho Superior (Consu) da UFJF nesta terça para analisar os desdobramentos administrativos e acadêmicos da suspensão.

Nesse domingo, em informe publicado, o Comitê de Monitoramento e Orientação de Conduta da UFJF sobre o COVID-19 havia informara que ainda carecia de indícios para a  suspensão de aulas, uma vez que, conforme a nota, até este domingo, havia, até então, apenas um caso – importado – confirmado em Juiz de Fora e nenhum em Governador Valadares, municípios onde estão os campi. Além disso, a UFJF ressaltara que “ações isoladas como o cancelamento de atividades acadêmicas apenas pela UFJF não terão efeito significante no contingenciamento na cidade”. O posicionamento do comitê gerou críticas da comunidade acadêmica.

Em manifestações públicas, a Associação dos Professores de Ensino Superior de Juiz de Fora (Apes), o Diretório Central dos Estudantes (DCE) e o Sindicato dos Trabalhadores Técnicos-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino de Juiz de Fora (Sintufejuf), por exemplo, desagravaram o posicionamento. De acordo com a Apes, embora seus representantes tenham participado da reunião do comitê, as deliberações e notas do colegiado não representam o posicionamento da entidade nem da diretoria. “Atuando na defesa dos docentes e das docentes, da comunidade acadêmica e da comunidade de Juiz de Fora e região, a diretoria da Apes manifesta-se favorável a suspensão imediata das atividades da UFJF e do IF Sudeste, solicitando às respectivas administrações a não postergarem ainda mais tal decisão”, afirmou, em nota.

Bem como a Apes, o DCE defendeu a suspensão imediata das aulas como medida preventiva ao contágio do coronavírus, “considerando o caso (até então) confirmado em Juiz de Fora e o período de retorno dos estudantes intercambistas”. “Reconhecemos as orientações e os protocolos seguidos pelos profissionais e especialistas da UFJF, mas rechaçamos toda ineficiência dos órgãos como a Prefeitura de Juiz de Fora, o Governo do Estado e (o Governo) Federal diante da situação na cidade, em Minas e em todo Brasil. As recomendações do Ministério da Saúde do Governo Federal nos deixam vulneráveis e ameaçados, aguardando a confirmação de um contágio comunitário para, só assim, tomarmos medidas de prevenção”, criticou, também em nota. O Sintufejuf, por sua vez, reconheceu a necessidade das atividades administrativas e acadêmicas nos campi da UFJF e do IF Sudeste, “mantidos apenas os serviços essenciais, sempre que possível com trabalho remoto (domiciliar)”.

Postado originalmente por: Tribuna de Minas – Juiz de Fora

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