Mateus Simões é positivo às pautas da Amirt e agradece radiodifusores pela disseminação de informações durante a pandemia

Secretário falou que apoia a Amirt em levar mídias para emissoras do interior, onde está a maior parte da população do estado

A disponibilidade de crédito do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) para as emissoras de rádio e televisão depende de uma aprovação no conselho da instituição. A informação é do Secretário Geral do Governo de Minas, Mateus Simões, que participou do Amirt Live, na última quarta-feira (8). O representante do Executivo ainda falou sobre outras demandas da radiodifusão mineira e disse que apoia a Amirt.

Simões lembrou que além da radiodifusão, todo o setor de comunicação é vedado de receber créditos do BDMG e comentou que não sabe qual seria a origem da restrição. “O banco viveu uma experiência aparentemente muito traumática em algum momento com relação a contratos com veículos de comunicação e acabou tomando a decisão de não ter mais este tipo de operação”, comentou.

O secretário ainda alegou que teve algumas conversas com o presidente do BDMG, Sergio Gusmão, e ainda afirmou que não vê motivo para excluir um setor da economia da área de fomento do banco. “É um assunto que o governador encaminhou, mas que infelizmente está efetivamente fora das mãos do governo, como a gente acabou percebendo na medida em que fomos caminhando com isso”, explicou.

Simões ainda disse que o governo tem tido conversas com o banco e afirmou que a diretoria está sensível com a causa, mas ainda não tiveram uma sinalização do conselho. “Eu vou continuar tentando essa interlocução para que a gente possa avançar, afinal de contas o banco não pode discriminar nenhum mineiro”.

Questionado sobre a possibilidade de pelo menos 50% das mídias do Governo Estadual ser destinada ao interior, onde está mais da metade da população mineira, o secretário afirmou que atualmente a compra das mídias é feita a partir do número de ouvintes, já que é o único critério que da segurança jurídica para realizar a prestação de contas ao Tribunal de Contas.

Apesar disso, segundo o secretário, há algumas distorções, sobretudo com as emissoras de rádio. “Muitas vezes o volume de audiência de algumas cidades maiores acaba contaminando a forma de cálculo da verba publicitária”, afirmou.

A alternativa apresentada pelo secretário seria pensar em um formato de distribuição que conseguisse ‘temperar’ o público com outros critérios objetivos. “Como população por área de cobertura, desde que a gente consiga ter isso de forma validada, junto aos tribunais de conta. Para nós (governo) não há nenhuma dificuldade”, explicou.

Perguntado se poderia ser um dos parceiros da Amirt no desenvolvimento da pauta, Mateus Simões afirmou vai contribuir com a entidade e ainda relatou que a Subsecretária de Comunicação Social também pode apoiar. “Sem dúvida temos interesse que a informação chegue da forma mais uniforme possível aos mineiros e não priorizando determinados públicos”, explicou.

Disseminação de notícias

O secretário revelou que há uma discussão para que tanto as notícias disponibilizadas pelo governo, quanto as campanhas sejam destinadas para cada região. “É muito importante para um estado do tamanho de Minas Gerais, dividir a sua tensão para reconhecer e valorizar as características de cada uma das regiões”, explicou reforçando que a Covid-19 fez com que o governo passasse a ver o estado a partir de suas características regionais.

Simões ainda alegou ser grato às emissoras de rádio e televisão pelo trabalho prestado desde o início da pandemia, fazendo um alerta sobre os cuidados para evitar um grande contágio da doença e sobre os cuidados necessários, como a higienização das mãos e o uso de máscaras. “As emissoras já desempenharam um papel muito importante até aqui e ainda tem um papel fundamental ao logo dos próximos dias, que é dizer para as pessoas que o pior ainda está chegando”, alegou fazendo alusão ao pico da doença, projetado para o próximo dia 15.

Assista a entrevista completa 

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